UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015
Com relação ao rastreamento de doenças em pacientes assintomáticos, assinale a afirmativa INCORRETA:
Autoexame da mama NÃO é efetivo como rastreamento para reduzir mortalidade; mamografia é o padrão ouro.
O autoexame da mama, embora útil para o autoconhecimento, não demonstrou ser um método efetivo de rastreamento para reduzir a mortalidade por câncer de mama. A mamografia é o exame de rastreamento recomendado para a detecção precoce.
O rastreamento de doenças em pacientes assintomáticos é uma estratégia de saúde pública fundamental para a detecção precoce e a redução da morbimortalidade. No entanto, nem todo teste de rastreamento é justificado, e sua implementação deve seguir critérios rigorosos, avaliando a história natural da doença, a acurácia do teste e a efetividade do tratamento subsequente. É um tema de grande relevância em provas de residência e na prática clínica. Um dos pontos cruciais no rastreamento é a avaliação dos potenciais danos, como os resultados falso-positivos, que podem levar a ansiedade, procedimentos diagnósticos invasivos desnecessários e custos elevados. Além disso, o sobrediagnóstico, que é a detecção de lesões que nunca causariam sintomas ou levariam à morte, é uma preocupação crescente, especialmente em cânceres como o de próstata. No contexto do câncer de mama, a mamografia é o método de rastreamento com eficácia comprovada na redução da mortalidade em mulheres de determinadas faixas etárias. Em contraste, o autoexame regular da mama, embora promova o autoconhecimento corporal, não demonstrou ser efetivo como teste de rastreamento populacional para reduzir a mortalidade por câncer de mama, e pode, inclusive, aumentar o número de biópsias desnecessárias. Portanto, a afirmativa que o considera efetivo como rastreamento é INCORRETA.
A recomendação principal para o rastreamento do câncer de mama é a mamografia de rotina para mulheres em faixas etárias específicas, geralmente a partir dos 40 ou 50 anos, dependendo das diretrizes locais e fatores de risco individuais.
Não, estudos demonstraram que o autoexame da mama não é um método eficaz para reduzir a mortalidade por câncer de mama. Ele pode levar a mais biópsias desnecessárias (falso-positivos) sem um benefício claro na sobrevida. É incentivado para o autoconhecimento, mas não como rastreamento.
Os benefícios incluem a detecção precoce e o tratamento oportuno, melhorando o prognóstico. Os riscos envolvem falso-positivos (com ansiedade e procedimentos invasivos desnecessários), falso-negativos (falsa segurança), sobrediagnóstico (tratamento de lesões que nunca evoluiriam) e os custos associados.
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