UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Mulher, 32 anos, comparece a consulta de rotina no ginecologista preocupada se teria risco aumentado de desenvolver câncer de mama. História familiar: mãe teve diagnóstico de câncer de mama aos 65 anos; avó paterna teve o mesmo diagnóstico, aos 61 anos. Exame físico: normal. Pode-se afirmar que a recomendação mais apropriada de acompanhamento dessa paciente é:
Rastreio câncer de mama: História familiar de CA de mama > 50 anos (mãe 65, avó 61) NÃO indica risco hereditário aumentado para iniciar rastreio precoce.
A história familiar de câncer de mama em parentes de primeiro e segundo grau que desenvolveram a doença após os 50 anos geralmente não configura um risco hereditário aumentado que justifique o início do rastreamento mamográfico antes dos 40 anos, conforme as diretrizes gerais.
O rastreamento do câncer de mama é uma estratégia fundamental para a detecção precoce da doença, aumentando as chances de cura. As diretrizes gerais recomendam o início da mamografia de rastreamento a partir dos 40 anos para mulheres de risco habitual, com periodicidade anual ou bienal. A avaliação do risco individual é crucial para determinar a idade de início e a frequência do rastreamento, bem como a necessidade de métodos adicionais. A história familiar de câncer de mama é um fator de risco importante, mas sua interpretação exige nuances. Um risco hereditário aumentado, que justificaria um rastreamento mais precoce (antes dos 40 anos) ou com métodos adicionais (como ressonância magnética), é geralmente associado a padrões específicos: câncer de mama em idade jovem (antes dos 50 anos), múltiplos casos de câncer de mama ou ovário na mesma linhagem familiar, câncer de mama masculino, ou presença de mutações genéticas conhecidas (como BRCA1/BRCA2). No caso apresentado, a mãe e a avó paterna tiveram diagnóstico de câncer de mama após os 60 anos (65 e 61 anos, respectivamente). Essa idade de início tardia na história familiar não se enquadra nos critérios para risco hereditário aumentado que justificaria um rastreamento mamográfico antes dos 40 anos. Portanto, a recomendação mais apropriada para esta paciente de 32 anos, com exame físico normal, é seguir as diretrizes de rastreamento para a população geral, iniciando a mamografia a partir dos 40 anos.
Em mulheres sem risco aumentado, o rastreamento mamográfico geralmente é iniciado a partir dos 40 anos, com periodicidade anual ou bienal, conforme as diretrizes locais.
O risco aumentado para câncer de mama hereditário é sugerido por casos de câncer de mama em idade jovem (<50 anos), câncer de ovário, câncer de mama masculino, múltiplos casos na mesma família ou câncer bilateral.
Sim, a idade de diagnóstico é crucial. Casos em familiares após os 50 anos geralmente não indicam um risco hereditário que justifique o início precoce do rastreamento antes dos 40 anos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo