INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2015
Uma mulher de 54 anos de idade, sem queixas, vem à consulta para revisão preventiva. Ela refere ter dois filhos e ter amamentado ambos. É tabagista, nega outras doenças e afirma que não faz uso de medicações. Ela se mostra preocupada com neoplasia, pois tem uma prima que teve câncer de colo uterino, mas nega história familiar de câncer de mama. Considerando as evidências científicas de rastreamento de neoplasias, quais exames deverão ser solicitados nesse momento?
Mulher 50-69 anos → Mamografia (bienal) + Citopatológico (trienal) + Sangue oculto (anual/bienal).
O rastreamento oncológico em mulheres assintomáticas de 54 anos deve focar em mama, colo do útero e colorretal, conforme diretrizes nacionais e internacionais.
O rastreamento oncológico visa detectar lesões precursoras ou câncer em estágio inicial em indivíduos assintomáticos. Para uma mulher de 54 anos, as evidências sustentam o rastreio de: 1) Câncer de mama com mamografia; 2) Câncer de colo uterino com citopatológico (Pap); 3) Câncer colorretal com sangue oculto ou colonoscopia. É importante notar que o tabagismo é fator de risco para câncer de pulmão, mas o rastreio com TC de baixa dose é geralmente reservado para pacientes com carga tabágica elevada (>20-30 maços-ano). Exames como ecografia transvaginal e marcadores tumorais (CA-125) não são recomendados para rastreamento de câncer de ovário por falta de especificidade e benefício na mortalidade.
Para mulheres de risco habitual entre 50 e 69 anos, a recomendação é a realização da mamografia a cada dois anos. O rastreamento antes dos 50 ou após os 69 deve ser individualizado com base no risco e expectativa de vida.
O rastreamento do câncer de colo do útero deve ser realizado em mulheres de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual. Após dois exames anuais consecutivos negativos, deve ser repetido a cada três anos.
O câncer colorretal é uma das neoplasias mais comuns. O rastreamento é indicado a partir dos 45-50 anos para a população de risco habitual, podendo ser feito com pesquisa de sangue oculto nas fezes (anual ou bienal) ou colonoscopia (a cada 10 anos).
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