Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Em 2021 o câncer de mama tornou-se o câncer mais frequentemente diagnosticado no mundo, sendo a principal causa de morte entre as mulheres. O rastreamento é uma medida eficaz para detectar a doença no estágio inicial e reduzir sua mortalidade e o diagnóstico precoce permite uma maior gama de opções terapêuticas e redução da morbidade do tratamento.De acordo com as recomendações atuais para o rastreamento do câncer de mama no Brasil, assinale a alternativa correta.
O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres, sendo o rastreamento uma ferramenta essencial para a detecção precoce e a redução da mortalidade. As diretrizes de rastreamento variam conforme o risco da paciente e as recomendações de diferentes órgãos de saúde, sendo um tema de grande relevância clínica e para provas de residência. Para a população feminina com risco populacional usual, as recomendações no Brasil geralmente envolvem a mamografia. O Ministério da Saúde preconiza mamografia bienal para mulheres de 50 a 69 anos, enquanto sociedades médicas tendem a recomendar anualmente a partir dos 40 anos. A ultrassonografia mamária não é recomendada como método isolado de rastreamento, mas pode ser um complemento à mamografia em mamas densas. A tomossíntese (mamografia 3D) tem demonstrado aumentar a taxa de detecção de câncer e reduzir as taxas de reconvocação. No entanto, para mulheres com alto risco genético, como as portadoras de mutações BRCA1 ou BRCA2, as diretrizes são diferentes e mais intensivas. Nesses casos, a ressonância magnética das mamas é o método de escolha para rastreamento anual, geralmente a partir dos 25 anos de idade, devido à sua maior sensibilidade em mamas densas e ao risco significativamente elevado de desenvolver a doença em idades mais jovens. A individualização do rastreamento é crucial, especialmente em idades avançadas, considerando a expectativa de vida e as comorbidades da paciente.
Para mulheres com mutação patogênica dos genes BRCA1 ou BRCA2, ou com parentes de primeiro grau portadoras, é recomendada a realização de ressonância magnética das mamas anualmente, a partir dos 25 anos de idade, além da mamografia anual, que pode ser iniciada mais tarde, dependendo da diretriz específica.
As recomendações para o rastreamento mamográfico na população geral no Brasil variam entre as instituições. O Ministério da Saúde recomenda mamografia bienal para mulheres entre 50 e 69 anos. Já a Sociedade Brasileira de Mastologia e o Colégio Brasileiro de Radiologia recomendam mamografia anual a partir dos 40 anos.
A ressonância magnética é preferível para mulheres de alto risco devido à sua alta sensibilidade na detecção de câncer em mamas densas, que são comuns em mulheres mais jovens e em portadoras de mutações BRCA. Ela consegue identificar lesões que podem não ser visíveis na mamografia, complementando o rastreamento.
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