UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
De acordo com o Ministério da Saúde, a mamografia de rotina para detecção precoce do câncer de mama está indicada para mulheres:
Rastreio MS: Mulheres 50-69 anos → Mamografia Bienal (cada 2 anos).
O Ministério da Saúde recomenda o rastreamento populacional por mamografia para mulheres de 50 a 69 anos, com periodicidade bienal, visando o melhor balanço entre benefícios e riscos.
O rastreamento do câncer de mama no Brasil segue as diretrizes do INCA/Ministério da Saúde, focando na detecção precoce em populações assintomáticas. A escolha da faixa de 50 a 69 anos deve-se ao fato de que, nesta idade, a densidade mamária é menor (aumentando a sensibilidade do exame) e a incidência da doença é maior. É importante diferenciar o rastreamento populacional (para quem não tem sintomas) da investigação diagnóstica (para quem apresenta nódulos ou alterações). Além da mamografia, o Ministério da Saúde enfatiza a importância do 'Breast Awareness' (conscientização sobre as mamas), onde a mulher é estimulada a conhecer seu corpo e procurar ajuda médica ao notar qualquer alteração suspeita.
O Ministério da Saúde e o INCA recomendam a mamografia de rastreamento para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos. Essa recomendação baseia-se em evidências de que o rastreio nesta idade oferece a maior redução de mortalidade com o menor risco de danos associados, como resultados falso-positivos e sobrediagnóstico.
A periodicidade recomendada é bienal, ou seja, a cada dois anos. O rastreamento anual não demonstrou benefício adicional significativo na redução da mortalidade em comparação ao bienal na faixa de 50 a 69 anos, aumentando, por outro lado, a exposição à radiação e o risco de biópsias desnecessárias.
Para mulheres fora da faixa de 50-69 anos, o Ministério da Saúde recomenda a estratégia de 'mamografia diagnóstica' (para avaliação de sinais e sintomas suspeitos) e não o rastreamento de rotina. Mulheres com risco elevado (histórico familiar forte) devem ter acompanhamento individualizado, que pode começar mais cedo.
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