UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2016
Você é médico da equipe 12 na UBS Vila Matilde. Uma família que mudou recentemente para a sua área adscrita vem à Unidade para uma primeira avaliação. O casal Denis e Lucimar e sua filha Maraisa de 17 anos, todos assintomáticos e com desejo de uma "avaliação de rotina". Lucimar, 43 anos, pergunta sobre a necessidade de realizar mamografias. Não apresenta alterações ao exame físico ou história familiar de câncer. Nesse caso qual deve ser a sua orientação?
Rastreio de CA de mama (MS/SUS) → Mamografia bienal entre 50-69 anos; exame físico anual >40.
O Ministério da Saúde recomenda o rastreamento populacional com mamografia para mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos. Abaixo disso, foca-se no exame clínico e conscientização.
O rastreamento do câncer de mama visa reduzir a mortalidade através do diagnóstico precoce. No Brasil, existem divergências entre as sociedades de especialidade (SBM/Febrasgo) e o Ministério da Saúde (INCA). O MS prioriza o rastreio bienal dos 50 aos 69 anos baseando-se no balanço entre benefícios (redução de mortalidade) e riscos (sobrediagnóstico e falso-positivos). Na atenção primária, o médico deve seguir as diretrizes do MS, mas estar ciente das outras recomendações para discussão compartilhada com a paciente, respeitando a autonomia e a prevenção quaternária.
O Ministério da Saúde recomenda o início do rastreamento mamográfico aos 50 anos para mulheres de risco habitual, estendendo-se até os 69 anos.
A recomendação oficial do Ministério da Saúde e do INCA é a realização do exame de mamografia a cada dois anos (bienal) para a faixa etária de 50 a 69 anos.
Mulheres com histórico familiar de primeiro grau (mãe ou irmã) ou mutações genéticas conhecidas devem ter um plano de rastreamento individualizado, geralmente iniciando mais cedo e com exames complementares.
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