INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Mulher procura orientação na atenção primária preocupada com risco de câncer de mama. Pede orientação sobre quando deve iniciar rastreamento por mamografia. Relata que sua mãe teve câncer de mama aos 45 anos. Está assintomática e suas mamas não apresentam anormalidades ao exame. Nesse caso, considerando-se o uso racional de exames complementares e a segurança da paciente, qual é a conduta mais adequada?
Rastreamento mamográfico: Iniciar 10 anos antes da idade do diagnóstico do parente de 1º grau mais jovem, ou aos 35 anos, o que ocorrer primeiro.
Em pacientes com histórico familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau (mãe, irmã, filha) diagnosticado antes dos 50 anos, o rastreamento mamográfico deve ser iniciado mais cedo do que na população geral. A recomendação é iniciar 10 anos antes da idade do diagnóstico do caso mais jovem na família, ou a partir dos 35 anos, o que ocorrer primeiro.
O rastreamento do câncer de mama é fundamental para a detecção precoce e melhora do prognóstico. A mamografia é o principal método de rastreamento. As diretrizes para o início e a periodicidade do rastreamento variam conforme o risco individual da paciente. Pacientes com histórico familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau (mãe, irmã, filha) diagnosticado em idade jovem (antes dos 50 anos) são consideradas de risco aumentado. Nesses casos, o rastreamento deve ser antecipado. A recomendação é iniciar a mamografia 10 anos antes da idade do diagnóstico do caso mais jovem na família, ou a partir dos 35 anos, o que ocorrer primeiro. É crucial diferenciar as recomendações para a população geral das recomendações para grupos de risco. A avaliação individualizada dos fatores de risco permite um rastreamento mais eficaz e seguro, otimizando o uso de exames complementares e a detecção precoce em pacientes que mais se beneficiarão.
Na população geral, as diretrizes variam, mas geralmente recomendam o início do rastreamento mamográfico entre 40 e 50 anos, com periodicidade anual ou bienal.
Se houver histórico de câncer de mama em parente de primeiro grau (mãe, irmã, filha) diagnosticado antes dos 50 anos, o rastreamento deve ser antecipado, geralmente iniciando 10 anos antes da idade do diagnóstico do caso mais jovem na família, ou a partir dos 35 anos.
Outros fatores incluem mutações genéticas conhecidas (BRCA1/2), história pessoal de câncer de mama ou doença proliferativa benigna com atipias, irradiação torácica em idade jovem e alta densidade mamária.
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