HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024
Assinale a alternativa correta de acordo com as recomendações do Colégio Brasileiro de Radiologia e diagnóstico por imagem, sociedade Brasileira de Mastologia e Febrasgo para o rastreamento do câncer de mama de 2017:
Rastreamento BRCA1/2: RM mamas anualmente a partir dos 25 anos para parentes de 1º grau com mutação provada.
As diretrizes de rastreamento para câncer de mama diferenciam-se significativamente entre a população de risco usual e grupos de alto risco, como portadoras de mutações BRCA1/2 ou com histórico familiar relevante, que necessitam de métodos adicionais como a ressonância magnética e início mais precoce do rastreamento.
O rastreamento do câncer de mama é fundamental para a detecção precoce e melhora do prognóstico. As diretrizes brasileiras (CBR, SBM, Febrasgo 2017) estabelecem recomendações claras, diferenciando o rastreamento para a população de risco usual e para grupos de alto risco. Para a população geral, a mamografia anual é o método de escolha a partir dos 40 anos. No entanto, para mulheres com risco elevado, as recomendações são mais intensivas. Isso inclui aquelas com histórico familiar significativo, mutações genéticas comprovadas (BRCA1/2), ou síndromes de predisposição ao câncer. Nesses casos, a ressonância magnética das mamas desempenha um papel crucial devido à sua alta sensibilidade, sendo frequentemente recomendada anualmente, muitas vezes a partir de uma idade mais jovem (ex: 25 anos para portadoras de mutação BRCA ou parentes de 1º grau com mutação provada). É importante ressaltar que condições como hiperplasia ductal atípica, embora aumentem o risco, geralmente não justificam o uso da ressonância magnética para rastreamento, mas podem demandar acompanhamento mais rigoroso com mamografia. A compreensão dessas nuances é vital para a prática clínica e para a correta orientação das pacientes, garantindo um rastreamento eficaz e individualizado.
Para mulheres de risco populacional usual, a mamografia de rastreamento é recomendada anualmente a partir dos 40 anos, conforme as diretrizes da SBM/CBR/Febrasgo.
A ressonância magnética é indicada para rastreamento em mulheres de alto risco, como aquelas com mutações BRCA1/2, parentes de 1º grau com mutação provada, irradiação torácica prévia, ou síndromes genéticas de alto risco, geralmente a partir dos 25-30 anos.
Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 conferem um risco significativamente aumentado de câncer de mama e ovário. O rastreamento para essas pacientes deve ser mais intensivo e precoce, incluindo mamografia e ressonância magnética anual.
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