Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
Mulher de 50 anos procura ambulatório informando que palpou nódulo na mama direita. Nega antecedentes familiares de câncer. Nega antecedentes pessoais de lesões mamárias. Ao exame, ausência de nódulos palpáveis ou secreção papilar. Baseado nas recomendações do Ministério da Saúde, que orientação deve ser dada a essa paciente?
Mulher 50-69 anos, risco habitual: Mamografia bienal + Exame Clínico Anual (MS).
Para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, sem fatores de risco adicionais para câncer de mama, o Ministério da Saúde recomenda o rastreamento com mamografia a cada dois anos e exame clínico das mamas anualmente. O autoexame não substitui o rastreamento profissional.
O rastreamento do câncer de mama é uma estratégia de saúde pública fundamental para a detecção precoce da doença, aumentando as chances de cura e reduzindo a mortalidade. As diretrizes variam entre países e instituições, sendo crucial conhecer as recomendações do Ministério da Saúde (MS) para a prática no Sistema Único de Saúde (SUS) e para questões de residência médica. No Brasil, o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres, excluindo os de pele não melanoma, e a sua incidência tem aumentado. Para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, consideradas de risco habitual, o MS preconiza a realização de mamografia de rastreamento a cada dois anos. Além disso, o exame clínico das mamas, realizado por um profissional de saúde, deve ser feito anualmente. Essas recomendações visam equilibrar os benefícios da detecção precoce com os riscos de sobrediagnóstico e sobretratamento, bem como a otimização dos recursos de saúde. É importante diferenciar o rastreamento (para pessoas assintomáticas) do diagnóstico (para pessoas com sintomas ou achados suspeitos). A paciente do enunciado, apesar de ter palpado um nódulo (sintoma), não apresenta achados ao exame físico, o que a enquadra nas orientações de rastreamento para sua faixa etária e perfil de risco. A ultrassonografia mamária, embora útil para complementar a mamografia em mamas densas ou para investigar nódulos, não é um método de rastreamento primário para a população geral.
Para mulheres entre 50 e 69 anos, sem fatores de risco adicionais, o Ministério da Saúde recomenda a realização de mamografia a cada dois anos e exame clínico das mamas anualmente.
Não, o autoexame das mamas não é considerado um método de rastreamento eficaz para o câncer de mama, pois não demonstrou reduzir a mortalidade. Ele é importante para o autoconhecimento, mas não substitui a mamografia e o exame clínico.
O exame clínico das mamas, realizado por um profissional de saúde, é fundamental para identificar alterações suspeitas que podem não ser detectadas pela mamografia ou que necessitam de investigação adicional, complementando o rastreamento.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo