Rastreamento Câncer de Mama: Diretrizes e Prática

HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021

Enunciado

Referente a noções básicas de mastologia escolha a INCORRETA:

Alternativas

  1. A) A mamografia com o intuito de rastreamento do câncer de mama deve ser realizada segundo o Ministério da Saúde do Brasil em mulheres a partir dos 40 anos e até os 69 anos, a cada dois anos.
  2. B) Pacientes com implantes de silicone devem realizar a mamografia para rastreamento do câncer de mama independente do resultado da ultrassonografia mamária, que não a substitui com este intuito.
  3. C) Durante a linfadenectomia axilar para tratamento do câncer de mama deve-se primar pela preservação vascular e nervosa, em especial o nervo torácico longo ou nervo de Bell pelo risco de lesão chamada de ''escápula alada''.
  4. D) No estadiamento do câncer de mama o achado de linfonodos supraclaviculares homolaterais à doença mamária deve ser classificado como N3 e não M1.

Pérola Clínica

Rastreamento mamográfico MS Brasil: 50-69 anos, a cada 2 anos.

Resumo-Chave

As diretrizes de rastreamento mamográfico no Brasil divergem entre o Ministério da Saúde (MS) e sociedades médicas. O MS recomenda mamografia bienal para mulheres de 50 a 69 anos, enquanto a Sociedade Brasileira de Mastologia preconiza o início aos 40 anos, anualmente. É crucial conhecer ambas as recomendações para provas e prática clínica.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de mama é um tema de grande relevância em mastologia e saúde pública, com diretrizes que podem variar entre diferentes órgãos e sociedades. No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) preconiza a mamografia de rastreamento para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos. Essa recomendação visa otimizar recursos e focar na faixa etária com maior custo-benefício em termos de saúde pública. Por outro lado, sociedades médicas como a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) recomendam o início do rastreamento mamográfico a partir dos 40 anos, anualmente, estendendo-se até que a expectativa de vida da mulher seja superior a 5-7 anos. Essa diferença nas recomendações é um ponto crucial para estudantes e profissionais, especialmente em provas de residência, onde o conhecimento de ambas as perspectivas é frequentemente exigido. Além do rastreamento, aspectos cirúrgicos como a linfadenectomia axilar e o estadiamento do câncer de mama são fundamentais. A preservação de estruturas nervosas, como o nervo torácico longo, é vital para evitar complicações como a escápula alada. O correto estadiamento, incluindo a classificação de linfonodos supraclaviculares como N3 (doença regional avançada) e não M1 (doença metastática), é essencial para definir a estratégia terapêutica e o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Qual a recomendação do Ministério da Saúde para o rastreamento mamográfico no Brasil?

O Ministério da Saúde do Brasil recomenda a realização de mamografia de rastreamento para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, com periodicidade bienal.

Pacientes com implantes mamários de silicone podem realizar mamografia?

Sim, pacientes com implantes de silicone devem realizar mamografia para rastreamento do câncer de mama. A ultrassonografia mamária é um método complementar, mas não substitui a mamografia para este fim.

Qual a importância da preservação do nervo torácico longo na linfadenectomia axilar?

A preservação do nervo torácico longo (nervo de Bell) durante a linfadenectomia axilar é fundamental para evitar a lesão que causa a "escápula alada", uma condição que compromete a movimentação do ombro e a qualidade de vida da paciente.

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