INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2014
Uma mulher, com 34 anos de idade, comparece à consulta em Ambulatório de Mastologia. Está assintomática e sem anormalidades ao exame clínico. Antecedentes familiares: prima diagnosticada com câncer de mama unilateral aos 60 anos de idade. De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde para rastreamento do câncer de mama, essa paciente deverá realizar mamografia:
Rastreamento MS (risco habitual) → Mamografia bienal entre 50 e 69 anos.
O Ministério da Saúde recomenda o rastreamento populacional bienal para mulheres de 50 a 69 anos, priorizando o equilíbrio entre benefícios e riscos (overdiagnosis).
O rastreamento do câncer de mama é um tema de constante debate entre o Ministério da Saúde (MS) e sociedades médicas como a Febrasgo e a SBM. Enquanto o MS foca em políticas públicas de saúde coletiva, recomendando a mamografia bienal dos 50 aos 69 anos, as sociedades especialistas sugerem o início anual aos 40 anos. Para fins de provas de residência e concursos públicos, é vital seguir a diretriz do MS, a menos que o enunciado especifique outra fonte. O objetivo do rastreamento é a detecção precoce de lesões não palpáveis, aumentando as chances de cura e permitindo tratamentos menos mutilantes. A educação da paciente sobre o 'autoexame' foi substituída pelo 'breast awareness' (autoconhecimento das mamas), onde a mulher deve estar atenta a mudanças anormais, mas sem a obrigatoriedade de uma técnica formal de palpação.
O Ministério da Saúde do Brasil recomenda a realização da mamografia de rastreamento a cada dois anos (bienal) para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos. Esta recomendação aplica-se a mulheres de risco habitual, ou seja, sem sinais, sintomas ou histórico familiar de altíssimo risco (como parentes de primeiro grau com câncer de mama jovem).
A decisão do Ministério da Saúde baseia-se em estudos de custo-efetividade e no balanço entre danos e benefícios. Iniciar o rastreamento antes dos 50 anos em populações de baixo risco aumenta a incidência de resultados falso-positivos, biópsias desnecessárias e o 'overdiagnosis' (diagnóstico de tumores que não evoluiriam clinicamente), sem redução proporcional significativa na mortalidade.
Não para o protocolo de rastreamento de alto risco. O Ministério da Saúde considera alto risco apenas mulheres com história familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) antes dos 50 anos, ou câncer de ovário em qualquer idade. O caso de uma prima com diagnóstico aos 60 anos não enquadra a paciente no grupo de alto risco.
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