Rastreamento Câncer de Mama: Diretrizes para Risco Habitual

UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 35 anos, sem histórico familiar de câncer de mama ou ginecológico, sem queixas mamárias, comparece ao consultório, pois está com medo de ter câncer de mama após ter visto reportagem sobre o caso “Angelina Jolie”. Exame físico: mamas normais. De acordo com as recomendações publicadas pela FEBRASGO e pela Sociedade Brasileira de Mastologia de 2017, a conduta mais adequada é: 

Alternativas

  1. A) realizar apenas US de mamas nesse momento e mamografia anual após os 40 anos
  2. B) apesar da paciente estar assintomática, iniciar rastreio mamográfico anual imediatamente
  3. C) realizar mamografia anual a partir dos 40 anos e complementar com US apenas se necessário
  4. D) iniciar rastreio anual com mamografia nesse momento e US de mamas a partir dos 40 anos

Pérola Clínica

Rastreamento câncer de mama (risco habitual): mamografia anual a partir dos 40 anos; USG complementar se necessário.

Resumo-Chave

Para mulheres de risco habitual para câncer de mama, as diretrizes brasileiras (FEBRASGO/SBM) recomendam o início do rastreamento com mamografia anual a partir dos 40 anos. A ultrassonografia mamária não é um método de rastreamento primário e deve ser utilizada como método complementar em casos específicos, como mamas densas ou para elucidação de achados mamográficos.

Contexto Educacional

O câncer de mama é a neoplasia maligna mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, excluindo os tumores de pele não melanoma. O rastreamento populacional, que visa detectar a doença em fases iniciais em mulheres assintomáticas, é uma estratégia fundamental para reduzir a mortalidade. As diretrizes para o rastreamento variam entre diferentes sociedades médicas e países, mas geralmente buscam equilibrar os benefícios da detecção precoce com os riscos de sobrediagnóstico e exames desnecessários. No Brasil, as recomendações da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) de 2017 estabelecem que, para mulheres de risco habitual (sem histórico familiar significativo ou fatores de risco genéticos), o rastreamento com mamografia deve ser iniciado anualmente a partir dos 40 anos de idade. A mamografia é o método de imagem mais eficaz para o rastreamento do câncer de mama, capaz de detectar microcalcificações e nódulos suspeitos antes que sejam palpáveis. A ultrassonografia mamária, embora útil para caracterizar lesões e avaliar mamas densas, não é recomendada como método de rastreamento isolado ou de rotina para a população de risco habitual devido à sua menor sensibilidade para microcalcificações e maior taxa de falsos positivos. Ela é reservada para complementar a mamografia em situações específicas ou para avaliação diagnóstica de queixas mamárias. É importante diferenciar o rastreamento em mulheres de risco habitual do manejo de pacientes de alto risco, que podem necessitar de rastreamento mais precoce e com métodos adicionais, como a ressonância magnética.

Perguntas Frequentes

Qual a idade recomendada para iniciar o rastreamento mamográfico em mulheres de risco habitual no Brasil?

As diretrizes da FEBRASGO e da Sociedade Brasileira de Mastologia recomendam o início do rastreamento mamográfico anual para mulheres de risco habitual a partir dos 40 anos de idade.

Quando a ultrassonografia mamária é indicada no rastreamento do câncer de mama?

A ultrassonografia mamária não é um método de rastreamento primário. É indicada como método complementar à mamografia em mulheres com mamas densas, para elucidação de achados mamográficos ou em casos de alto risco onde a ressonância magnética não é disponível.

Quais são os fatores que definem uma mulher como de "alto risco" para câncer de mama?

Mulheres de alto risco incluem aquelas com histórico familiar de câncer de mama em idade jovem, mutações genéticas conhecidas (BRCA1/2), história pessoal de câncer de mama ou lesões mamárias de alto risco, e irradiação torácica prévia.

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