INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Uma mulher de 35 anos procura unidade básica de saúde para fazer exame de rastreio de câncer de mama. Ela informa que sua mãe foi diagnosticada com câncer de ovário aos 72 anos e que seu pai faleceu de câncer de intestino. A paciente é nulípara, faz uso de anticoncepcional oral desde a adolescência, é obesa e tabagista há 10 anos fazendo uso de 10 cigarros por dia. Nesse caso, a conduta adequada é
Rastreamento mamográfico <40 anos só com alto risco familiar/genético; caso contrário, exame clínico e orientação.
A paciente tem 35 anos, idade em que o rastreamento mamográfico de rotina não é indicado para a população geral. Embora tenha fatores de risco (nuliparidade, obesidade, tabagismo) e história familiar de câncer (mãe ovário aos 72, pai intestino), estes não configuram um risco tão elevado de câncer de mama precoce que justifique mamografia ou pesquisa de BRCA1/2 aos 35 anos. A conduta adequada é o exame clínico das mamas e orientação sobre controle periódico e redução de fatores de risco modificáveis.
O rastreamento do câncer de mama é uma estratégia fundamental na saúde da mulher, visando a detecção precoce da doença e a melhoria do prognóstico. As diretrizes para o rastreamento mamográfico variam entre as sociedades médicas, mas geralmente recomendam o início entre os 40 e 50 anos para mulheres de risco médio, com periodicidade anual ou bienal. É crucial diferenciar o rastreamento de rotina da investigação diagnóstica ou do rastreamento em populações de alto risco. Para mulheres mais jovens, como a paciente de 35 anos do caso, o rastreamento mamográfico de rotina não é indicado devido à menor incidência de câncer de mama nessa faixa etária e à maior densidade mamária, que pode reduzir a sensibilidade da mamografia e aumentar a taxa de falsos positivos. Embora a paciente apresente fatores de risco como nuliparidade, obesidade e tabagismo, e uma história familiar de câncer (mãe com câncer de ovário aos 72 anos, pai com câncer de intestino), esses fatores, por si só, não configuram um risco tão elevado que justifique o rastreamento mamográfico precoce ou a pesquisa de mutações genéticas como BRCA1/2, que geralmente se manifestam com cânceres de início mais jovem. A conduta adequada para essa paciente é o exame clínico das mamas, que faz parte da avaliação ginecológica de rotina, e a orientação sobre a importância da autoavaliação mamária e da redução de fatores de risco modificáveis, como o tabagismo e a obesidade. O controle clínico periódico permite monitorar a paciente e reavaliar a necessidade de rastreamento mais intensivo conforme ela envelhece ou se novos fatores de risco surgirem.
As diretrizes variam, mas geralmente o rastreamento mamográfico de rotina para mulheres de risco médio inicia-se entre 40 e 50 anos, com periodicidade anual ou bienal. Antes dos 40 anos, o rastreamento é reservado para mulheres com alto risco genético ou familiar comprovado.
Fatores de alto risco incluem mutações genéticas conhecidas (BRCA1/2), história familiar de câncer de mama ou ovário em idade jovem (especialmente antes dos 50 anos), irradiação torácica prévia, e síndromes genéticas específicas. Nesses casos, o rastreamento pode começar mais cedo e incluir outros métodos como ressonância magnética.
Não necessariamente. A história familiar de câncer de ovário ou intestino em idade avançada (como 72 anos para ovário) geralmente não é um critério forte para indicar pesquisa de mutação BRCA1/2, que está mais associada a cânceres de início precoce e padrões específicos de herança familiar. Uma avaliação de risco genético mais detalhada seria necessária.
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