Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2025
Sophia, 38 anos, professora, vai em sua consulta no PSF para solicitar um exame para rastreamento de câncer de mama. Ao realizar a anamnese, não encontra nenhum fator de risco para câncer de mama. Qual seria sua conduta em relação a essa paciente:
Mulheres sem fatores de risco para câncer de mama: mamografia a cada 2 anos a partir dos 50 anos.
As diretrizes brasileiras para rastreamento de câncer de mama em mulheres assintomáticas e sem fatores de risco elevado recomendam a mamografia bienal a partir dos 50 anos. Solicitar exames antes dessa idade ou com maior frequência sem indicação específica pode levar a exames desnecessários, ansiedade e biópsias com resultados benignos.
O câncer de mama é a neoplasia maligna mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, excluindo o câncer de pele não melanoma. O rastreamento tem como objetivo a detecção precoce da doença em mulheres assintomáticas, aumentando as chances de cura e reduzindo a mortalidade. A principal ferramenta de rastreamento é a mamografia, que permite identificar lesões suspeitas antes que se tornem palpáveis. As diretrizes para o rastreamento de câncer de mama variam entre diferentes organizações e países, mas no Brasil, o Ministério da Saúde preconiza a mamografia bienal para mulheres de 50 a 69 anos sem fatores de risco adicionais. Essa recomendação baseia-se em evidências que demonstram o melhor balanço entre benefícios (redução da mortalidade) e riscos (falsos positivos, biópsias desnecessárias, sobrediagnóstico e exposição à radiação) nessa faixa etária. Para mulheres com fatores de risco elevados, como histórico familiar significativo ou mutações genéticas, o rastreamento pode ser iniciado mais cedo e incluir outras modalidades, como a ressonância magnética. É fundamental que os profissionais de saúde, especialmente na Atenção Primária, estejam atualizados com as diretrizes para oferecer a melhor conduta às pacientes, evitando tanto o sub-rastreamento quanto o rastreamento excessivo, que pode gerar ansiedade e custos desnecessários ao sistema de saúde.
No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda iniciar o rastreamento mamográfico bienalmente a partir dos 50 anos de idade para mulheres sem fatores de risco adicionais.
A densidade mamária em mulheres mais jovens pode dificultar a interpretação da mamografia, aumentando a taxa de falsos positivos e biópsias desnecessárias, além de expor a radiação sem um benefício claro na redução da mortalidade nessa faixa etária.
Fatores de risco incluem histórico familiar de câncer de mama em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos, mutações genéticas (BRCA1/BRCA2), radioterapia torácica prévia e algumas condições de mama benignas, que podem indicar rastreamento mais precoce ou com outras modalidades.
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