Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2020
O câncer de mama é o tumor que possui a maior incidência e a maior mortalidade na população feminina em todo mundo. O estabelecimento de programas nacionais de rastreamento busca a redução da mortalidade e da morbidade causadas por esta doença. O exame ideal para o diagnóstico precoce ainda não foi perfeitamente desenvolvido, porém, em todo mundo, a mamografia permanece como método escolhido. De todas as afirmativas abaixo, marque a FALSA.
Autoexame das mamas NÃO é método de rastreamento populacional eficaz para câncer de mama.
O autoexame das mamas, embora importante para o autoconhecimento, não demonstrou redução da mortalidade por câncer de mama em estudos populacionais, não sendo considerado um método de rastreamento eficaz. A mamografia é o padrão ouro para rastreamento.
O câncer de mama é a neoplasia maligna mais incidente e com maior mortalidade entre mulheres globalmente, tornando os programas de rastreamento cruciais para a redução de sua morbimortalidade. O objetivo do rastreamento é a detecção precoce de lesões pré-invasivas ou invasivas subclínicas, permitindo intervenções mais eficazes e com melhores prognósticos. A mamografia é o método de escolha universalmente reconhecido para o rastreamento populacional. A eficácia da mamografia no rastreamento é comprovada por revisões sistemáticas, que demonstram uma redução, ainda que pequena, na mortalidade por câncer de mama. É fundamental diferenciar o rastreamento populacional, que visa a detecção em assintomáticas, da abordagem individual de pacientes sintomáticas. Um erro comum é considerar o autoexame das mamas como uma estratégia de rastreamento populacional eficaz; embora promova o autoconhecimento e a detecção de alterações pela própria mulher, não há evidências de que reduza a mortalidade em nível populacional. A densidade mamária é um fator importante na interpretação da mamografia, pois mamas densas podem mascarar lesões, diminuindo a acurácia do exame e aumentando os falsos-negativos. Nesses casos, métodos complementares como ultrassonografia, ressonância magnética ou tomossíntese são indicados para aumentar a sensibilidade do rastreamento. A mamografia digital, por sua vez, demonstrou maior acurácia em subgrupos específicos, como mulheres jovens (<50 anos), com mamas densas e em períodos de pré e peri-menopausa, devido à sua capacidade de otimizar a visualização em tecidos mais densos.
A mamografia é o método de rastreamento mais eficaz e amplamente aceito para câncer de mama, demonstrando redução da mortalidade em estudos populacionais.
Não, o autoexame das mamas não é considerado um método de rastreamento populacional eficaz, pois não demonstrou redução da mortalidade em estudos. Ele é importante para o autoconhecimento.
Mamas densas diminuem a acurácia da mamografia, aumentando falsos-negativos. Nesses casos, ultrassonografia, ressonância magnética ou tomossíntese podem ser associadas para aumentar a sensibilidade.
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