SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
Uma mulher com 36 anos de idade foi a uma UBS, queixando-se de mastalgia bilateral. De acordo com seus antecedentes familiares, sua mãe apresentou câncer de mama aos 46 anos de idade. Ao exame clínico das mamas dessa paciente, não foram notadas alterações. Diante desse quadro, o médico da UBS, a fim de programar o rastreamento do câncer de mama para essa paciente deve solicitar:
História familiar de câncer de mama < 50 anos → iniciar rastreamento 10 anos antes da idade do diagnóstico do parente mais jovem, ou aos 40 anos.
Pacientes com história familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau (mãe, irmã, filha) com diagnóstico antes dos 50 anos são consideradas de alto risco. Nesses casos, o rastreamento deve começar 10 anos antes da idade do diagnóstico do parente mais jovem, ou a partir dos 35-40 anos, com mamografia anual.
O rastreamento do câncer de mama é fundamental para a detecção precoce e melhora do prognóstico. A epidemiologia mostra que a maioria dos casos ocorre em mulheres sem história familiar, mas a presença de fatores de risco, como história familiar de câncer de mama em idade jovem, eleva significativamente o risco individual. Compreender as diretrizes de rastreamento adaptadas a esses grupos é crucial. A fisiopatologia do câncer de mama é complexa, envolvendo fatores genéticos e ambientais. Para pacientes com história familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau diagnosticado antes dos 50 anos, o risco é maior, justificando um início mais precoce e uma periodicidade mais frequente do rastreamento. A mamografia é o principal método de rastreamento, capaz de detectar lesões subclínicas. A conduta para pacientes de alto risco inclui mamografia anual a partir dos 35-40 anos ou 10 anos antes da idade do caso mais jovem na família. Em alguns casos, a ressonância magnética mamária pode ser adicionada. O prognóstico é melhor quando o câncer é detectado em estágios iniciais, ressaltando a importância de um rastreamento adequado e individualizado.
Uma paciente é considerada de alto risco se tiver história familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau com diagnóstico antes dos 50 anos, ou múltiplos casos em parentes de segundo grau, ou mutações genéticas conhecidas.
Para mulheres de alto risco, o rastreamento com mamografia deve iniciar 10 anos antes da idade do diagnóstico do parente mais jovem, ou a partir dos 35-40 anos, o que ocorrer primeiro.
A ultrassonografia mamária é um método complementar à mamografia, especialmente em mamas densas, mas não a substitui como método primário de rastreamento em pacientes de alto risco.
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