HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2019
Em 2011, um artigo de revisão sistemática, publicado na Database da Cochrane, quis avaliar o efeito do rastreamento para câncer de mama através da mamografia sobre a mortalidade e morbidade de uma série de pacientes. Sete ensaios clínicos randomizados foram elegíveis e 600.000 mulheres foram randomizadas para realizar ou não mamografias, ao longo de 10 anos. O estudo chegou à conclusão que a cada 2000 mulheres que realizassem mamografia, uma teria sua vida prolongada. Dentre essas 2000 mulheres, 10 mulheres saudáveis, que não teriam sido diagnosticadas se não houvesse o rastreamento, seriam diagnosticadas como pacientes com câncer de mama e seriam tratadas desnecessariamente. Além disso, mais de 200 mulheres padeceram de importante sofrimento psicológico por muitos meses por causa de resultados falso- positivos. Considerando este artigo, a partir da análise do resultado da revisão sistemática, é CORRETO concluir que:
Rastreamento mamográfico: ↑ sobrediagnóstico e falso-positivos, ↓ benefício na mortalidade para algumas mulheres.
O rastreamento mamográfico, embora possa prolongar a vida de algumas mulheres, também acarreta riscos significativos como o sobrediagnóstico (cânceres que nunca causariam sintomas ou morte) e resultados falso-positivos, que geram ansiedade e tratamentos desnecessários. É crucial informar as pacientes sobre esses riscos e benefícios.
O rastreamento para câncer de mama através da mamografia é uma prática amplamente difundida, mas seus benefícios e riscos devem ser cuidadosamente ponderados. Revisões sistemáticas, como a da Cochrane, demonstram que, embora a mamografia possa prolongar a vida de algumas mulheres, ela também está associada a desfechos negativos. Um dos principais riscos é o sobrediagnóstico, onde cânceres indolentes são detectados e tratados desnecessariamente, sem que representem uma ameaça real à vida da paciente. Além disso, os resultados falso-positivos são frequentes, gerando ansiedade, estresse psicológico e a necessidade de procedimentos diagnósticos invasivos adicionais. É fundamental que as mulheres sejam informadas de forma completa e transparente sobre os potenciais benefícios (redução da mortalidade em um pequeno grupo) e os riscos (sobrediagnóstico, falso-positivos, impacto psicológico) do rastreamento mamográfico, permitindo uma decisão informada e compartilhada sobre sua saúde.
Sobrediagnóstico ocorre quando um câncer é detectado pelo rastreamento, mas nunca causaria sintomas ou levaria à morte da paciente durante sua vida, resultando em tratamento desnecessário.
Resultados falso-positivos podem causar sofrimento psicológico significativo, ansiedade, estresse e a necessidade de exames adicionais invasivos, mesmo que não haja câncer.
Não, o estudo indica que a cada 2000 mulheres rastreadas, apenas uma teria a vida prolongada, enquanto muitas outras enfrentariam sobrediagnóstico e falso-positivos.
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