Rastreamento de Câncer Ginecológico: Diretrizes Essenciais

UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022

Enunciado

Com relação à propedêutica para rastreamento de neoplasias nas consultas ginecológicas de rotina, analise os itens abaixo. I. Em mulheres que já tiveram atividade sexual, deve-se realizar citopatológico de colo uterino anual a partir dos 25 anos de idade, podendo-se prolongar esse intervalo para cada 3 anos, após dois exames consecutivos negativos com intervalo anual. II. Em mulheres de baixo risco para câncer de mama, deve-se realizar mamografia a cada 2 anos entre os 40 e 50 anos e, após, anual. III. Deve-se realizar ultrassonografia transvaginal anual, após a menopausa, para screening de câncer de ovário. IV. Deve-se realizar obrigatoriamente biópsia de endométrio na presença de sangramento uterino anormal em pacientes na pré ou pós-menopausa com fatores de risco para carcinoma de endométrio. Quais estão corretos?

Alternativas

  1. A) Apenas I e II.
  2. B) Apenas II e IV.
  3. C) Apenas I, II e IV.
  4. D) Apenas II, III e IV.

Pérola Clínica

Rastreamento ginecológico: Papanicolau >25a (anual/trienal), Mamografia >40a (bienal/anual), Biópsia endométrio SAA + FR. USG TV não rastreia câncer de ovário.

Resumo-Chave

As diretrizes de rastreamento de câncer ginecológico são específicas para cada tipo de neoplasia. O citopatológico de colo uterino e a mamografia têm protocolos bem estabelecidos. A ultrassonografia transvaginal não é recomendada como método de rastreamento para câncer de ovário na população geral devido à baixa sensibilidade e especificidade, enquanto a biópsia de endométrio é indicada em casos de sangramento uterino anormal com fatores de risco.

Contexto Educacional

O rastreamento de neoplasias ginecológicas é um pilar fundamental da saúde da mulher, visando a detecção precoce e a melhoria do prognóstico. As diretrizes são baseadas em evidências e variam conforme o tipo de câncer e o perfil de risco da paciente. Para o câncer de colo uterino, o citopatológico (Papanicolau) é o método padrão, com início aos 25 anos em mulheres com vida sexual ativa e intervalos que podem ser estendidos após resultados negativos. No rastreamento do câncer de mama, a mamografia é a ferramenta principal, recomendada bienalmente entre 40 e 50 anos e anualmente após os 50, para mulheres de risco habitual. É crucial entender que a ultrassonografia transvaginal não é um método eficaz para rastreamento de câncer de ovário na população geral, devido à sua baixa especificidade e ao risco de intervenções desnecessárias. Por outro lado, o câncer de endométrio, que não possui um método de rastreamento populacional, requer atenção especial em casos de sangramento uterino anormal, especialmente em mulheres na pré ou pós-menopausa com fatores de risco. Nesses cenários, a biópsia de endométrio é uma conduta obrigatória para investigação e diagnóstico precoce.

Perguntas Frequentes

Qual a frequência recomendada para o citopatológico de colo uterino?

Em mulheres que já tiveram atividade sexual, o citopatológico deve ser anual a partir dos 25 anos. Após dois exames consecutivos negativos com intervalo anual, o intervalo pode ser prolongado para cada 3 anos.

A ultrassonografia transvaginal é indicada para rastreamento de câncer de ovário?

Não, a ultrassonografia transvaginal não é recomendada como método de rastreamento populacional para câncer de ovário devido à sua baixa eficácia e alto índice de falsos positivos, que podem levar a procedimentos invasivos desnecessários.

Quando a biópsia de endométrio é obrigatória no rastreamento?

A biópsia de endométrio é obrigatória na presença de sangramento uterino anormal em pacientes na pré ou pós-menopausa, especialmente se houver fatores de risco para carcinoma de endométrio, como obesidade, diabetes, hipertensão ou uso de tamoxifeno.

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