AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020
Vem para consulta uma mulher de 50 anos com o seguinte histórico: quatro gestações, todas terminaram em parto por via vaginal, ainda menstrua regularmente. Seu esposo e único parceiro sexual da vida foi submetido a vasectomia logo após o nascimento de seu último filho há 15 anos e está impotente há 1 ano por complicações de um Diabete. A paciente faz acompanhamento com um clínico e seus exames laboratoriais, recentes estão normais. Afirma não ter realizado nenhuma consulta com ginecologista nos últimos sete anos. Nega casos de câncer de ovário ou de mama em familiares de primeiro grau. Assinale a alternativa que descreve os exames que devem ser solicitados para prevenção do câncer. I - Citologia oncótica, mamografia, ecografia mamaria, ecografia pélvica transvaginal. II - Citologia oncótica, colonoscopia, mamografia, rastreamento da pele para lesões cutâneas. III - Citologia oncótica, mamografia, CA-125, CA 19-9. IV - Colonoscopia, mamografia, rastreamento de pele para lesões cutâneas e pesquisa de CA-125.
Mulher >50 anos → rastreamento de câncer de colo (Papanicolau), mama (mamografia), colorretal (colonoscopia) e pele.
Aos 50 anos, a mulher deve realizar rastreamento para os principais cânceres que afetam essa faixa etária, incluindo câncer de colo de útero (citologia oncótica), câncer de mama (mamografia) e câncer colorretal (colonoscopia). O rastreamento de pele é parte da avaliação clínica geral, especialmente para identificar lesões suspeitas.
O rastreamento de câncer em mulheres de meia-idade é uma estratégia crucial de saúde pública, visando a detecção precoce de neoplasias e a melhoria do prognóstico. Para mulheres na faixa dos 50 anos, sem histórico familiar significativo ou outros fatores de risco elevados, as principais recomendações de rastreamento incluem a citologia oncótica (Papanicolau) para câncer de colo de útero, a mamografia para câncer de mama e a colonoscopia para câncer colorretal. A citologia oncótica é eficaz na detecção de lesões pré-cancerígenas e câncer cervical em estágios iniciais, sendo recomendada periodicamente. A mamografia é o método padrão-ouro para o rastreamento do câncer de mama, permitindo a identificação de lesões subclínicas. A colonoscopia, por sua vez, é fundamental para o rastreamento do câncer colorretal, pois possibilita não apenas a detecção, mas também a remoção de pólipos adenomatosos, que são precursores do câncer. É importante ressaltar que exames como a ecografia mamária e pélvica transvaginal, ou marcadores tumorais como CA-125 e CA 19-9, não são recomendados para rastreamento populacional em mulheres assintomáticas sem fatores de risco específicos. A ecografia mamária é um exame complementar à mamografia, enquanto a ecografia pélvica e os marcadores tumorais são mais úteis na investigação de sintomas ou no monitoramento de pacientes já diagnosticadas com câncer. O rastreamento da pele para lesões cutâneas suspeitas é parte integrante de um exame físico completo e deve ser realizado regularmente.
Após dois exames anuais negativos, a citologia oncótica pode ser realizada a cada três anos em mulheres sem fatores de risco, geralmente até os 64 anos de idade.
A mamografia de rastreamento é geralmente indicada anualmente ou bienalmente a partir dos 40 ou 50 anos, dependendo das diretrizes locais e fatores de risco individuais.
A colonoscopia permite a detecção e remoção de pólipos pré-malignos, prevenindo o desenvolvimento do câncer colorretal, sendo recomendada a partir dos 50 anos em indivíduos de risco populacional.
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