UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2020
Um dos objetivos da medicina consiste em prevenir a doença e descobrir com precocidade para maior efetividade do tratamento. Dentre as recomendações de rastreamento para pessoas assintomáticas, assinale a alternativa CORRETA:
Rastreamento de câncer de próstata (PSA) não demonstrou redução de mortalidade ou aumento de sobrevida.
A eficácia do rastreamento do câncer de próstata com PSA é controversa. Estudos não demonstraram benefício claro na redução da mortalidade por câncer de próstata ou na sobrevida geral, devido ao alto risco de sobrediagnóstico e sobretratamento, com seus consequentes efeitos adversos.
O rastreamento de câncer em pessoas assintomáticas visa a detecção precoce de lesões pré-malignas ou câncer em estágios iniciais, com o objetivo de reduzir a mortalidade e melhorar o prognóstico. No entanto, nem todos os métodos de rastreamento são eficazes ou isentos de riscos, e as recomendações são baseadas em evidências científicas robustas. A eficácia do rastreamento do câncer de próstata com a dosagem sérica do Antígeno Prostático Específico (PSA) é um tema de grande debate. Grandes estudos randomizados não conseguiram demonstrar uma redução significativa na mortalidade por câncer de próstata ou um aumento na sobrevida geral com o rastreamento universal, principalmente devido ao alto índice de sobrediagnóstico e sobretratamento de cânceres indolentes, que não causariam danos ao paciente. Para residentes, é fundamental conhecer as diretrizes de rastreamento baseadas em evidências para diferentes tipos de câncer, como colo uterino (Papanicolau), mama (mamografia) e cólon (colonoscopia ou pesquisa de sangue oculto nas fezes), e entender as limitações e os potenciais malefícios de rastreamentos não comprovados, como a radiografia de tórax para câncer de pulmão em população geral ou o PSA sem indicação precisa. A tomada de decisão compartilhada com o paciente é crucial.
As diretrizes atuais são controversas. Muitos órgãos de saúde não recomendam o rastreamento universal com PSA devido à falta de evidências de redução de mortalidade e ao risco de sobrediagnóstico e sobretratamento. A decisão deve ser individualizada e compartilhada com o paciente.
No Brasil, o rastreamento do câncer de colo uterino é recomendado para mulheres de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual, com a repetição do Papanicolau a cada três anos, após dois exames normais consecutivos realizados com intervalo de um ano.
A radiografia de tórax e a citologia de escarro não se mostraram eficazes na redução da mortalidade por câncer de pulmão em estudos de rastreamento. A tomografia computadorizada de baixa dose é o método recomendado para rastreamento em grupos de alto risco.
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