Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2017
Rastreamento é a realização de testes ou exames diagnósticos em populações ou pessoas assintomáticas, com a finalidade de diagnóstico precoce (prevenção secundária) ou de identificação e controle de riscos, tendo como objetivo reduzir a morbidade e mortalidade da doença, agravo ou risco rastreado.De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) na detecção precoce de cânceres mais prevalentes, a indicação para o rastreamento está restrita aos cânceres de:
OMS: Rastreamento de cânceres prevalentes restrito a Mama, Colo do útero e Cólon/Reto.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o rastreamento populacional para câncer de mama, colo do útero e colorretal, pois são os cânceres mais prevalentes para os quais existem métodos de rastreamento eficazes, seguros e com comprovada redução de morbimortalidade.
O rastreamento de câncer é uma estratégia de prevenção secundária que visa identificar a doença em estágios iniciais ou lesões pré-cancerígenas em indivíduos assintomáticos, com o objetivo final de reduzir a morbidade e mortalidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece critérios rigorosos para recomendar programas de rastreamento populacional, considerando a prevalência da doença, a eficácia e segurança do teste, a disponibilidade de tratamento e a relação custo-efetividade. De acordo com a OMS, a indicação para o rastreamento populacional está restrita aos cânceres de mama, colo do útero e cólon e reto. Para o câncer de mama, a mamografia é o método de escolha. Para o câncer de colo do útero, o exame citopatológico (Papanicolau) e, mais recentemente, o teste de HPV, são as ferramentas principais. Para o câncer colorretal, a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia são os métodos recomendados. A fisiopatologia desses cânceres, com um período de latência longo e lesões pré-malignas detectáveis, torna o rastreamento eficaz. É crucial que residentes compreendam que nem todos os cânceres prevalentes têm rastreamento populacional recomendado. Cânceres como o de próstata (com o PSA), pulmão (com tomografia de baixa dose) e ovário (com CA-125) não possuem recomendação universal da OMS para rastreamento em massa devido à falta de evidências consistentes de redução da mortalidade, alto risco de falsos positivos, sobrediagnóstico e potenciais danos associados aos exames ou tratamentos subsequentes. O foco deve ser na prevenção primária e no diagnóstico precoce em grupos de risco para esses outros tipos de câncer.
A OMS considera a prevalência da doença, a disponibilidade de um teste de rastreamento eficaz e seguro, a existência de tratamento para a doença detectada precocemente, e a relação custo-benefício do programa para a população, visando a redução da morbimortalidade.
Para esses cânceres, existem métodos de rastreamento (mamografia, Papanicolau, pesquisa de sangue oculto nas fezes/colonoscopia) que demonstraram ser eficazes na detecção precoce, na redução da morbidade e mortalidade, e são viáveis em termos de saúde pública.
Cânceres como o de próstata (PSA), pulmão (tomografia) e ovário (CA-125) não têm rastreamento populacional universalmente recomendado pela OMS devido à falta de evidências robustas de benefício na redução da mortalidade, alto risco de falsos positivos, sobrediagnóstico e potenciais danos dos exames ou tratamentos.
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