Rastreamento de Câncer: Estratégias com Benefício Comprovado

UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2019

Enunciado

São estratégias de rastreamento de câncer com comprovado benefício em redução da mortalidade pela doença:

Alternativas

  1. A) Autoexame das mamas a partir dos 40 anos e colpocitologia de colo uterino a partir dos 21 anos em mulheres sexualmente ativas.
  2. B) Mamografia em mulheres acima dos 50 anos e rastreamento de câncer colorretal (colono, retossigmoidoscopia ou pesquisa de sangue oculto nas fezes) acima dos 50 anos em ambos os sexos.
  3. C) PSA em homens acima de 40 anos e mamografia em mulheres acima dos 50 anos.
  4. D) Colpocitologia do colo uterino a partir dos 21 anos em mulheres sexualmente ativas e PSA em homens acima dos 40 anos.

Pérola Clínica

Rastreamento de câncer com benefício em mortalidade: mamografia (>50a) e câncer colorretal (>50a).

Resumo-Chave

As estratégias de rastreamento devem ter comprovado benefício na redução da mortalidade específica pela doença para serem recomendadas em larga escala. O autoexame das mamas e o PSA não demonstraram esse impacto significativo na mortalidade geral ou específica, apesar de poderem detectar a doença.

Contexto Educacional

O rastreamento de câncer refere-se à aplicação de testes ou exames em indivíduos assintomáticos para detectar a doença em estágios iniciais, visando reduzir a morbidade e a mortalidade. Para que uma estratégia de rastreamento seja amplamente recomendada, ela deve demonstrar, por meio de evidências robustas (geralmente ensaios clínicos randomizados), um benefício significativo na redução da mortalidade específica pela doença, além de ter uma boa relação custo-benefício e baixo risco de danos. As principais estratégias de rastreamento com comprovado benefício na redução da mortalidade incluem a mamografia para câncer de mama em mulheres a partir dos 50 anos (com variações nas idades de início e fim conforme as diretrizes nacionais e internacionais) e o rastreamento de câncer colorretal em ambos os sexos a partir dos 50 anos. Para o câncer colorretal, as opções incluem colonoscopia, retossigmoidoscopia e pesquisa de sangue oculto nas fezes, cada uma com sua periodicidade e indicações específicas. É fundamental que residentes e profissionais de saúde compreendam as evidências por trás das recomendações de rastreamento. Enquanto a colpocitologia (Papanicolau) para câncer de colo uterino é altamente eficaz na prevenção e detecção precoce, o autoexame das mamas e o rastreamento com PSA para câncer de próstata não possuem o mesmo nível de evidência para redução de mortalidade em programas populacionais, sendo a decisão de rastrear com PSA individualizada e discutida com o paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais exames de rastreamento de câncer com comprovado benefício na redução da mortalidade?

Os principais exames com comprovado benefício na redução da mortalidade são a mamografia para câncer de mama em mulheres acima de 50 anos e o rastreamento de câncer colorretal (colonoscopia, retossigmoidoscopia ou pesquisa de sangue oculto nas fezes) em ambos os sexos a partir dos 50 anos.

Por que o autoexame das mamas não é considerado uma estratégia de rastreamento com benefício comprovado em redução de mortalidade?

O autoexame das mamas, embora possa auxiliar na detecção de nódulos, não demonstrou em estudos clínicos randomizados reduzir a mortalidade por câncer de mama. As diretrizes atuais recomendam a mamografia como principal método de rastreamento.

Qual a importância do rastreamento de câncer colorretal e quais métodos são utilizados?

O rastreamento de câncer colorretal é crucial para detectar lesões pré-malignas (pólipos) ou câncer em estágio inicial, reduzindo significativamente a mortalidade. Os métodos incluem colonoscopia, retossigmoidoscopia e pesquisa de sangue oculto nas fezes.

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