UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
Um paciente de 64 anos foi diagnosticado recentemente, através de colonoscopia, com uma lesão estenosante em cólon descendente. As biópsias mostraram tratar-se de um adenocarcinoma com moderadamente diferenciado. Em relação ao diagnóstico, estadiamento e tratamento desse paciente, analise as assertivas abaixo:I. Tomografia de tórax para o estadiamento está indicada somente se a dosagem sérica do antígeno carcinoembriônico for superior a 8.II. Se os exames de estadiamento demonstrarem tratar-se de uma lesão T3N1M0, estará indicado tratamento neoadjuvante com quimioterapia.III. Por ser uma lesão estenosante, a resseção com anastomose primária não está indicada, e a conduta mais adequada é a realização de uma colostomia terminal num primeiro momento.IV. Todos os familiares de primeiro grau desse paciente devem ser orientados a iniciarem screening para câncer colorretal a partir dos 40 anos. Quais estão corretas?
Rastreamento CCR para familiares 1º grau: iniciar aos 40 anos ou 10 anos antes do caso mais jovem na família.
O rastreamento para câncer colorretal em familiares de primeiro grau de pacientes diagnosticados com a doença deve ser iniciado mais cedo do que na população geral, geralmente aos 40 anos ou 10 anos antes da idade do diagnóstico do familiar mais jovem, devido ao risco aumentado.
O adenocarcinoma de cólon é uma das neoplasias mais comuns e a terceira principal causa de morte por câncer globalmente. O diagnóstico precoce e o estadiamento preciso são cruciais para o planejamento terapêutico e o prognóstico do paciente. O estadiamento envolve exames de imagem como tomografia de abdome e pelve, e tomografia de tórax para avaliar a extensão da doença e a presença de metástases à distância. O antígeno carcinoembriônico (CEA) é um marcador tumoral útil para monitoramento pós-tratamento e detecção de recorrência, mas não é o único critério para indicação de exames de estadiamento. O tratamento do câncer de cólon depende do estadiamento. Para tumores ressecáveis, a cirurgia é a base do tratamento. A quimioterapia adjuvante é indicada para pacientes com doença em estágio III (linfonodos positivos) e em alguns casos de estágio II de alto risco. A quimioterapia neoadjuvante é mais frequentemente reservada para o câncer de reto localmente avançado. Lesões estenosantes no cólon podem ser um desafio, mas a ressecção com anastomose primária é frequentemente possível, dependendo da condição do paciente e da extensão da obstrução; a colostomia terminal é geralmente reservada para casos de obstrução completa, perfuração ou instabilidade do paciente. O rastreamento do câncer colorretal é fundamental para a detecção precoce e prevenção. Para a população geral, o rastreamento inicia-se aos 45 anos. No entanto, para indivíduos com histórico familiar de câncer colorretal em parentes de primeiro grau, o rastreamento deve começar mais cedo, geralmente aos 40 anos de idade ou 10 anos antes da idade do diagnóstico do familiar mais jovem, devido ao risco genético aumentado.
A tomografia de tórax é parte do estadiamento padrão para câncer colorretal, indicada para avaliar a presença de metástases pulmonares, independentemente dos níveis séricos do antígeno carcinoembriônico (CEA).
Para familiares de primeiro grau de pacientes com câncer colorretal, o rastreamento deve iniciar aos 40 anos de idade ou 10 anos antes da idade do diagnóstico do familiar mais jovem, o que ocorrer primeiro, devido ao risco aumentado.
A quimioterapia neoadjuvante (pré-operatória) é mais comumente utilizada no câncer de reto localmente avançado para reduzir o tumor e melhorar as chances de ressecção completa. No câncer de cólon, o tratamento primário para doença ressecável é cirurgia, seguida de quimioterapia adjuvante se houver linfonodos positivos.
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