UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2021
Paciente, M.J.F, sexo feminino, 52 anos, tabagista, compareceu à UBS para consulta de rotina, sem queixas. Dentre os exames solicitados pelo médico de família, está o exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes pelo método imunoquímico positivo. Qual a razão da solicitação desse exame?
PSQOF imunoquímico positivo → Indicação de colonoscopia para rastreamento de CCR.
A pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSQOF) pelo método imunoquímico é um exame de rastreamento eficaz para o câncer colorretal (CCR), especialmente em pacientes assintomáticos na faixa etária de risco. Um resultado positivo exige investigação complementar com colonoscopia para identificar a causa do sangramento e descartar ou confirmar a presença de lesões pré-malignas ou malignas.
O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns e com alta mortalidade, mas sua detecção precoce através do rastreamento pode mudar significativamente o prognóstico. A pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSQOF) pelo método imunoquímico é uma ferramenta de rastreamento recomendada, especialmente para indivíduos assintomáticos a partir dos 50 anos (ou antes, dependendo dos fatores de risco), visando identificar sangramentos microscópicos que podem indicar a presença de pólipos adenomatosos ou lesões malignas. A fisiopatologia do CCR frequentemente envolve a progressão de pólipos adenomatosos para adenocarcinomas ao longo de anos. A PSQOF imunoquímica detecta especificamente a globina humana, sendo mais sensível e específica para sangramentos do trato gastrointestinal inferior do que o método guáiaco. Um resultado positivo na PSQOF imunoquímica é uma indicação clara para a realização de uma colonoscopia diagnóstica, que permite a visualização direta da mucosa, biópsia de lesões suspeitas e remoção de pólipos. O tratamento do CCR depende do estágio da doença, podendo incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia. O rastreamento regular e a investigação de resultados positivos são cruciais para a prevenção secundária, permitindo a remoção de lesões pré-malignas ou o diagnóstico de câncer em estágios iniciais, quando as taxas de cura são significativamente maiores. A adesão às diretrizes de rastreamento é um ponto chave na saúde pública.
A PSQOF é uma ferramenta de rastreamento não invasiva que detecta sangramentos microscópicos no trato gastrointestinal, que podem ser um sinal precoce de pólipos adenomatosos ou câncer colorretal. Sua importância reside na capacidade de identificar pacientes de risco que necessitam de investigação adicional antes do surgimento de sintomas.
Um resultado positivo na PSQOF imunoquímica indica a necessidade de investigação complementar com colonoscopia. A colonoscopia permite a visualização direta da mucosa do cólon e reto, a biópsia de lesões suspeitas e a remoção de pólipos, sendo o exame padrão-ouro para o diagnóstico de câncer colorretal.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada (acima de 50 anos), histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos, doenças inflamatórias intestinais (como doença de Crohn ou retocolite ulcerativa), síndromes genéticas hereditárias (como Síndrome de Lynch), tabagismo, obesidade e consumo excessivo de álcool e carne vermelha.
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