HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2018
As políticas públicas de rastreamento de doenças englobam várias populações de risco, em diferentes faixas etárias. Considerando as informações contidas no Caderno de Atenção Básica - Rastreamento, assinale a alternativa correta.
Rastreamento câncer colorretal (50-75 anos) → pesquisa de sangue oculto nas fezes (SOF) é uma opção na APS.
O rastreamento do câncer colorretal em indivíduos de risco médio entre 50 e 75 anos pode ser feito com pesquisa de sangue oculto nas fezes (SOF), sendo uma estratégia custo-efetiva e recomendada pelas diretrizes de saúde pública na Atenção Básica.
As políticas públicas de rastreamento de doenças são cruciais para a detecção precoce de condições que, se não identificadas a tempo, podem levar a desfechos graves. O Caderno de Atenção Básica - Rastreamento orienta os profissionais de saúde sobre as melhores práticas para diferentes populações de risco e faixas etárias, visando otimizar os recursos e maximizar os benefícios para a saúde da população. No contexto do câncer colorretal, uma das neoplasias de alta incidência e mortalidade, o rastreamento é fundamental. A pesquisa de sangue oculto nas fezes (SOF) é uma opção recomendada para indivíduos de risco médio entre 50 e 75 anos de idade. Este método é não invasivo, de baixo custo e pode identificar sangramentos microscópicos que indicam a necessidade de investigação adicional, como a colonoscopia, permitindo a detecção de pólipos ou lesões malignas em estágios iniciais. É importante diferenciar as recomendações de rastreamento para outras condições. Por exemplo, o rastreamento universal do câncer de próstata com PSA e toque retal não é mais indicado de forma indiscriminada, e o rastreamento da anemia infantil com hemograma completo ao redor de 1 ano de vida é uma prática comum. Para o câncer de mama, a mamografia é iniciada mais cedo do que aos 60 anos, geralmente a partir dos 40 ou 50 anos, dependendo do risco e das diretrizes locais. A biópsia endometrial por histeroscopia em sangramento pós-menopausa é um método diagnóstico, não de rastreamento populacional.
Na atenção básica, a principal opção de rastreamento para câncer colorretal em indivíduos de risco médio é a pesquisa de sangue oculto nas fezes (SOF), que deve ser realizada periodicamente. Outras opções, como colonoscopia, são geralmente reservadas para casos de SOF positivo ou grupos de alto risco.
O rastreamento para câncer colorretal é geralmente recomendado para a população de risco médio entre os 50 e os 75 anos de idade, conforme as diretrizes dos Cadernos de Atenção Básica.
A pesquisa de sangue oculto nas fezes é uma ferramenta importante e de baixo custo para o rastreamento do câncer de cólon, pois pode detectar sangramentos microscópicos que são um sinal precoce de lesões pré-malignas ou malignas, permitindo a investigação e intervenção precoces.
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