Rastreamento Câncer Colorretal: Pólipo Hiperplásico

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023

Enunciado

Em visita domiciliar da estratégia de saúde da família, é atendido um homem com 53 anos, ex-tabagista (consumo de 20 cigarros/dia) que parou de fumar há 15 anos. Ele relata que foi submetido a colonoscopia há 3 meses, em razão de diarreia prolongada, quando se evidenciou uma lesão polipoide com 0,5 cm no reto, tendo sido realizada polipectomia, cujo laudo anatomopatológico revelou um pólipo hiperplásico. Afirma não haver história de câncer colorretal na família.A classificação de risco para câncer colorretal nesse paciente e a estratégia de acompanhamento, visando o rastreamento desse tipo de neoplasia conforme as diretrizes brasileiras, são, respectivamente,

Alternativas

  1. A) risco baixo; colonoscopia anual.
  2. B) risco moderado; colonoscopia anual.
  3. C) risco baixo; pesquisa anual de sangue oculto nas fezes.
  4. D) risco moderado; pesquisa anual de sangue oculto nas fezes.

Pérola Clínica

Pólipo hiperplásico < 1 cm no reto = risco moderado CCR → pesquisa anual sangue oculto fezes.

Resumo-Chave

Pólipos hiperplásicos pequenos (<1cm) e distais (reto/sigmoide) não aumentam o risco de CCR. No entanto, o paciente tem 53 anos e é ex-tabagista, fatores que o colocam em risco moderado, justificando o rastreamento com pesquisa anual de sangue oculto nas fezes.

Contexto Educacional

O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns e com alta mortalidade, sendo o rastreamento fundamental para sua detecção precoce. As diretrizes brasileiras recomendam o rastreamento para indivíduos assintomáticos a partir dos 50 anos, ou mais cedo em casos de risco aumentado. A identificação de fatores de risco como idade, histórico familiar, tabagismo e obesidade é crucial para definir a estratégia de acompanhamento. Pólipos colorretais são lesões precursoras do CCR, mas nem todos têm o mesmo potencial maligno. Pólipos hiperplásicos pequenos (<1cm) localizados no reto ou sigmoide são considerados de baixo risco e não necessitam de seguimento colonoscópico específico, diferentemente dos adenomas. No entanto, a presença de outros fatores de risco no paciente, como a idade (53 anos) e o histórico de tabagismo, o classifica como de risco moderado para CCR. Para pacientes de risco moderado, a pesquisa anual de sangue oculto nas fezes (PSOF) é uma estratégia de rastreamento eficaz e amplamente utilizada. Em caso de resultado positivo, uma colonoscopia diagnóstica é então indicada. A colonoscopia anual é reservada para pacientes de alto risco ou em situações específicas de seguimento de pólipos adenomatosos de alto grau ou múltiplos.

Perguntas Frequentes

Quais são os fatores de risco para câncer colorretal que justificam o rastreamento?

Fatores de risco incluem idade > 50 anos, histórico familiar de CCR, doenças inflamatórias intestinais, obesidade, tabagismo e consumo excessivo de álcool.

Qual a diferença entre pólipo hiperplásico e adenoma em termos de risco para câncer colorretal?

Pólipos hiperplásicos são geralmente benignos e não têm potencial maligno, enquanto os adenomas são lesões pré-malignas que podem evoluir para câncer colorretal.

Quando a colonoscopia é indicada como método de rastreamento para câncer colorretal?

A colonoscopia é indicada como rastreamento primário em indivíduos com risco aumentado ou como seguimento após a detecção e remoção de pólipos adenomatosos.

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