Rastreamento de Câncer Colorretal: Casos de Alto Risco

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 42 anos, assintomática, comparece à consulta de rotina preocupada com sua saúde intestinal. Relata que sua única irmã foi diagnosticada com câncer de cólon aos 48 anos de idade. A paciente é sedentária, não tabagista e possui índice de massa corporal (IMC) de 27 kg/m². Nega alterações no hábito intestinal, hematoquezia ou perda ponderal. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, com abdome inocente e toque retal sem alterações. Diante do histórico familiar e do perfil de risco da paciente, assinale a alternativa que apresenta a recomendação mais adequada para o rastreamento e prevenção do câncer colorretal neste caso:

Alternativas

  1. A) Prescrever ácido acetilsalicílico (AAS) 100 mg/dia como medida de quimioprevenção primária obrigatória, uma vez que a paciente apresenta risco familiar e sobrepeso, independentemente de outros fatores.
  2. B) Iniciar o rastreamento aos 45 anos de idade com pesquisa de sangue oculto nas fezes (FIT) anual, visto que esta é a nova idade recomendada para o início do rastreamento na população geral.
  3. C) Iniciar o rastreamento imediatamente através de colonoscopia, devendo o exame ser repetido a cada 5 anos, caso o resultado inicial seja normal, devido ao histórico de parente de primeiro grau jovem.
  4. D) Aguardar até os 50 anos para realizar a primeira colonoscopia, mantendo um intervalo de 10 anos entre os exames, considerando que apenas um familiar de primeiro grau não configura risco aumentado.

Pérola Clínica

Parente 1º grau com CCR < 50 anos → Iniciar rastreio aos 40 anos ou 10 anos antes do caso index.

Resumo-Chave

O rastreamento em indivíduos com histórico familiar de primeiro grau jovem (< 50 anos) deve ser antecipado e realizado preferencialmente via colonoscopia a cada 5 anos.

Contexto Educacional

O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais passíveis de prevenção através da identificação e exérese de lesões precursoras (pólipos adenomatosos). O histórico familiar é um dos fatores de risco mais significativos, exigindo que o médico identifique precocemente pacientes que fogem do protocolo de 'risco médio'. Para pacientes com um parente de primeiro grau (pai, mãe, irmãos) diagnosticado com CCR antes dos 50 anos, o risco relativo é substancialmente maior. Nesses casos, a colonoscopia é o método de escolha preferencial sobre a pesquisa de sangue oculto, pois permite a visualização direta e intervenção imediata. O início precoce e o intervalo reduzido (5 anos) são fundamentais para a detecção de lesões de crescimento rápido.

Perguntas Frequentes

Quando iniciar o rastreio se houver familiar com CCR?

Se o familiar de primeiro grau teve diagnóstico antes dos 50 anos, inicia-se aos 40 anos ou 10 anos antes da idade do diagnóstico do familiar (o que ocorrer primeiro). No caso da questão, a irmã teve aos 48, logo o rastreio inicia aos 38 ou 40 (imediatamente, pois a paciente tem 42).

Qual a periodicidade da colonoscopia no alto risco?

Para pacientes com um familiar de primeiro grau diagnosticado com câncer colorretal jovem, o intervalo recomendado para repetição da colonoscopia é de 5 em 5 anos, caso o exame inicial seja normal.

O uso de AAS é recomendado para quimioprevenção?

Embora o ácido acetilsalicílico tenha papel na redução de pólipos em contextos específicos (como Síndrome de Lynch), ele não é indicado como medida obrigatória isolada para pacientes com risco familiar moderado sem critérios de Lynch.

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