PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022
Mateus, 46 anos, consulta para fazer exames de rotina. Ele é tabagista desde os 18 anos e nunca tentou parar de fumar. Tem 1,81 cm de altura e pesa 65kg. No ano passado, ele não fez exames devido à pandemia, mas no ano anterior ele fez um lipidograma e sorologias. Qual exame de rotina está indicado para Mateus segundo o USPSTF?
Rastreamento de câncer colorretal (PSOF ou colonoscopia) inicia aos 45 anos, conforme USPSTF.
O USPSTF (U.S. Preventive Services Task Force) recomenda o rastreamento para câncer colorretal a partir dos 45 anos de idade para indivíduos de risco médio. A pesquisa de sangue oculto nas fezes é uma das opções de rastreamento, juntamente com a colonoscopia e a sigmoidoscopia flexível.
O rastreamento de câncer é uma pedra angular da medicina preventiva, visando a detecção precoce de doenças malignas em indivíduos assintomáticos. As diretrizes de rastreamento são estabelecidas por organizações como o U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF), que avalia a evidência científica para determinar a eficácia e os benefícios de diferentes exames. A compreensão dessas diretrizes é crucial para a prática clínica e para exames de residência. Para o câncer colorretal (CCR), o USPSTF atualizou suas recomendações, indicando o início do rastreamento para indivíduos de risco médio a partir dos 45 anos de idade, estendendo-se até os 75 anos. Essa mudança reflete o aumento da incidência de CCR em populações mais jovens. As opções de rastreamento incluem testes baseados em fezes (como pesquisa de sangue oculto nas fezes ou teste imunoquímico fecal) e exames visuais (colonoscopia, sigmoidoscopia flexível, colonografia por TC). A escolha do método de rastreamento deve ser individualizada, considerando a preferência do paciente, a disponibilidade e os riscos e benefícios de cada exame. A pesquisa de sangue oculto nas fezes é um método não invasivo e de baixo custo, que deve ser realizado anualmente. A colonoscopia, embora mais invasiva, permite a remoção de pólipos durante o procedimento. É fundamental que os profissionais de saúde estejam atualizados com as diretrizes para oferecer a melhor prevenção aos seus pacientes.
O USPSTF recomenda que o rastreamento para câncer colorretal comece aos 45 anos de idade e continue até os 75 anos para indivíduos de risco médio.
As opções incluem testes baseados em fezes, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF) ou teste imunoquímico fecal (FIT), e exames visuais, como colonoscopia ou sigmoidoscopia flexível.
Sim, o tabagismo é um fator de risco para câncer colorretal, mas as recomendações de rastreamento do USPSTF para a população geral são baseadas na idade, não alterando o início do rastreamento para tabagistas sem outros fatores de alto risco específicos.
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