HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020
Quanto ao rastreamento do câncer colorretal (CCR), julgue os itens subsequentes. I - A pesquisa de sangue oculto (PSO) nas fezes por meio do método guáiaco ou imunoquímico diminuiu a mortalidade devido a CCR, mas não a incidência. II - Pacientes com queixa de sangramento anal eventual e sem antecedentes familiares de pólipos ou CCR devem ser rastreados com PSO a partir dos cinquenta anos de idade. III - A colonoscopia é o único exame que deve ser solicitado aos pacientes com risco alto para CCR. IV - A PSO por meio do método imunoquímico tem baixa sensibilidade para pólipos menores que 1 cm. A quantidade de itens certos é igual a
Rastreamento CCR com PSO ↓ mortalidade, não incidência; colonoscopia é padrão-ouro para alto risco; PSO tem baixa sensibilidade para pólipos < 1cm.
O rastreamento do câncer colorretal (CCR) com pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSO) visa reduzir a mortalidade pela detecção precoce de lesões, mas não previne a incidência da doença. Para pacientes de alto risco, a colonoscopia é o método de escolha devido à sua capacidade diagnóstica e terapêutica. É importante lembrar que a PSO, especialmente o método imunoquímico, possui sensibilidade limitada para pólipos pequenos (<1cm).
O rastreamento do câncer colorretal (CCR) é fundamental para a detecção precoce de lesões pré-malignas (pólipos adenomatosos) e do próprio câncer, visando reduzir a mortalidade pela doença. Os principais métodos de rastreamento incluem a pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSO) e a colonoscopia. A PSO, seja pelo método guáiaco ou imunoquímico (FIT), é eficaz na redução da mortalidade, mas não da incidência, pois detecta lesões que já sangram, não prevenindo seu surgimento. Para pacientes de risco médio, o rastreamento geralmente inicia aos 45-50 anos, com PSO anual ou colonoscopia a cada 10 anos. Já para pacientes de alto risco, como aqueles com história familiar de CCR precoce ou síndromes genéticas, a colonoscopia é o exame de escolha e deve ser realizada com maior frequência, sendo o método mais completo para visualização, biópsia e remoção de lesões. É importante ressaltar que a PSO tem sensibilidade limitada para pólipos menores que 1 cm, que tendem a sangrar menos. Residentes devem estar atentos à distinção entre rastreamento (para assintomáticos) e investigação diagnóstica (para sintomáticos). A presença de sintomas de alarme, como sangramento anal, alteração do hábito intestinal ou anemia ferropriva, exige uma investigação imediata com colonoscopia, independentemente da idade do paciente, e não a realização de um exame de rastreamento.
O método imunoquímico (FIT) é mais específico para hemoglobina humana, não exigindo restrições dietéticas e sendo mais sensível para CCR e pólipos avançados do que o guáiaco, que detecta peroxidases.
A colonoscopia é indicada como método de rastreamento primário para indivíduos de risco médio a partir dos 45-50 anos, e é o método preferencial para vigilância em pacientes de alto risco (história familiar, síndromes genéticas).
Sinais de alarme incluem sangramento retal, alteração do hábito intestinal persistente, dor abdominal inexplicável, anemia ferropriva sem causa aparente e perda de peso não intencional.
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