UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Paciente do sexo feminino, de 71 anos, hipertensa e com catarata em ambos os olhos, comparece a Unidade Básica de Saúde para consulta de rotina acompanhada da filha, que questiona a você, quais exames de rotina (rastreio), a sua mãe deverá fazer diferente dela, que tem 47 anos. Nesse sentido, é correto afirmar que:
Rastreio CCR: SOF anual > 50 anos ou Colonoscopia a partir dos 45-50 anos, dependendo do risco.
O rastreamento de câncer colorretal com pesquisa de sangue oculto nas fezes (SOF) é recomendado para indivíduos a partir dos 50 anos (ou 45 em algumas diretrizes), sendo uma diferença importante entre a mãe (71a) e a filha (47a). Outros rastreios como mamografia e glicemia são comuns a ambas as faixas etárias, com diferentes periodicidades ou indicações.
O rastreamento de doenças é uma estratégia fundamental na atenção primária à saúde, visando a detecção precoce de condições em indivíduos assintomáticos, permitindo intervenções mais eficazes. A escolha dos exames de rastreamento e sua periodicidade são guiadas por diretrizes baseadas em evidências, que consideram fatores como idade, sexo, histórico familiar e comorbidades. É crucial que o médico de família e comunidade esteja atualizado sobre essas recomendações para oferecer um cuidado abrangente e personalizado. Para o câncer colorretal, por exemplo, o rastreamento é recomendado para a população de risco médio a partir dos 50 anos (ou 45 anos em algumas diretrizes), utilizando métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes anualmente ou a colonoscopia a cada 10 anos. Já a mamografia para rastreamento de câncer de mama inicia-se geralmente entre 40 e 50 anos, com periodicidade anual ou bienal, e a colpocitologia oncótica para câncer de colo de útero inicia-se aos 25 anos, com repetição a cada três anos após dois exames anuais negativos. Compreender as especificidades do rastreamento para diferentes faixas etárias é essencial para a prática clínica. Enquanto alguns exames são universais, outros têm indicações e periodicidades que variam significativamente com a idade, como o rastreamento de câncer colorretal que se torna mais relevante em idosos. A correta aplicação dessas diretrizes otimiza a prevenção secundária, melhora o prognóstico dos pacientes e evita exames desnecessários ou tardios.
Para idosos, além dos rastreamentos gerais, é crucial a pesquisa de câncer colorretal (sangue oculto nas fezes ou colonoscopia), rastreamento de osteoporose e avaliação de fragilidade, que se tornam mais relevantes com a idade.
O rastreamento de câncer colorretal geralmente inicia aos 50 anos para a população de risco médio, podendo ser antecipado para 45 anos em algumas diretrizes ou em casos de histórico familiar.
A mamografia de rastreamento é indicada anualmente ou bienalmente para mulheres a partir dos 40-50 anos, dependendo da diretriz e fatores de risco, mantendo-se até os 74 anos ou conforme expectativa de vida e condição clínica.
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