PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
O câncer de intestino abrange os tumores que se iniciam no cólon e no reto (15- 12cm finais do intestino, imediatamente antes do ânus). É tratável e, na maioria dos casos, curável ao ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos. Com relação ao câncer colorretal é ERRADO afirmar que:
Rastreamento CCR pela OMS inicia aos 50 anos com sangue oculto, não aos 40.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza o rastreamento do câncer colorretal (CCR) pela pesquisa de sangue oculto nas fezes para pessoas com 50 anos ou mais, e não aos 40 anos. Essa é uma diferença crucial na idade de início do rastreamento populacional.
O câncer colorretal (CCR) é o terceiro câncer mais comum e a segunda principal causa de morte por câncer globalmente. Ele abrange tumores que se originam no cólon e no reto, sendo o adenocarcinoma o tipo histológico mais frequente, responsável por mais de 90% dos casos. A detecção precoce é crucial, pois o CCR é altamente tratável e curável quando diagnosticado em estágios iniciais, antes da metástase. O diagnóstico de CCR pode ser suspeitado por meio de exames de rastreamento, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes, e confirmado por endoscopias (colonoscopia ou retossigmoidoscopia) com biópsia. Sintomas como alterações do hábito intestinal, anemia ferropriva inexplicável, perda de peso, sangramento retal (melena ou hematoquezia), dor abdominal ou massa palpável são inespecíficos, mas exigem investigação. As diretrizes de rastreamento são fundamentais para a detecção precoce. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza o rastreamento pela pesquisa de sangue oculto nas fezes para pessoas com 50 anos ou mais na população de risco médio, em países com capacidade de garantir o diagnóstico e tratamento subsequentes. É um erro comum afirmar que o rastreamento populacional inicia aos 40 anos, pois essa idade é geralmente considerada para indivíduos com fatores de risco aumentados ou síndromes genéticas.
Os principais métodos de rastreamento incluem a pesquisa de sangue oculto nas fezes (imunohistoquímica ou guaiaco) e exames endoscópicos como a colonoscopia ou retossigmoidoscopia. A escolha depende da idade, risco e recursos disponíveis.
Sintomas inespecíficos como mudanças no hábito intestinal, anemia inexplicável, perda de peso, sangramento retal (melena ou hematoquezia), dor abdominal ou massa palpável devem sempre levantar suspeita e motivar investigação médica.
Para a população de risco médio, a maioria das diretrizes, incluindo a OMS, recomenda iniciar o rastreamento para câncer colorretal a partir dos 50 anos de idade, e não aos 40 anos, como frequentemente confundido.
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