TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2023
Uma paciente de 41 anos, comparece à consulta de rotina com desejo de realizar colonoscopia devido ao fato de seu irmão ter sido diagnosticado com câncer de cólon aos 46 anos de idade. Encontra-se hígida, sem comorbidades. A respeito do rastreamento de CA colorretal para essa paciente, marque a alternativa mais adequada.
Parente 1º grau < 60 anos → Iniciar aos 40 anos ou 10 anos antes do diagnóstico do índice.
Pacientes com histórico familiar de primeiro grau para câncer colorretal devem iniciar o rastreamento precocemente, utilizando a regra dos 10 anos de antecedência ou aos 40 anos.
O rastreamento do câncer colorretal (CCR) é uma das estratégias mais eficazes de prevenção secundária na oncologia, pois a maioria dos tumores malignos do cólon deriva de pólipos adenomatosos que levam anos para se transformar. A identificação de grupos de risco é crucial para definir a idade de início e a periodicidade dos exames. Indivíduos com história familiar de primeiro grau (pai, mãe, irmãos ou filhos) têm um risco significativamente maior. Se o diagnóstico no familiar ocorreu antes dos 60 anos, a vigilância deve ser mais rigorosa. Além do histórico familiar, devem-se considerar síndromes genéticas (como Lynch ou Polipose Adenomatosa Familiar) e doenças inflamatórias intestinais, que exigem protocolos de rastreamento específicos e ainda mais precoces.
Atualmente, as principais diretrizes internacionais (como ACS e USPSTF) e nacionais recomendam que o rastreamento do câncer colorretal para indivíduos de risco habitual (sem histórico familiar ou condições predisponentes) comece aos 45 anos de idade. Isso se deve ao aumento da incidência de câncer colorretal em adultos jovens nas últimas décadas.
Para indivíduos com um parente de primeiro grau diagnosticado com câncer colorretal ou adenoma avançado antes dos 60 anos, o rastreamento deve começar aos 40 anos de idade ou 10 anos antes da idade em que o parente foi diagnosticado, o que ocorrer primeiro. No caso citado, 10 anos antes de 46 é 36 anos, portanto, o rastreio deve começar aos 36 anos.
Os métodos são divididos em testes baseados em fezes (como a Pesquisa de Sangue Oculto Fecal por método imunoquímico - FIT, anual) e exames estruturais (como a colonoscopia a cada 10 anos ou a retossigmoidoscopia flexível a cada 5 anos). A colonoscopia é considerada o padrão-ouro, pois permite tanto o diagnóstico quanto a remoção de lesões precursoras (pólipos).
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