UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2019
A partir da saúde pública brasileira, qual das neoplasias abaixo detém políticas de rastreamento bem estabelecidas na população masculina a partir da quinta década de vida?
Rastreamento de câncer de cólon e reto é bem estabelecido para homens > 50 anos na saúde pública.
Na saúde pública brasileira, o rastreamento do câncer colorretal é uma política bem estabelecida para a população a partir da quinta década de vida (50 anos), utilizando principalmente a pesquisa de sangue oculto nas fezes e, em alguns casos, a colonoscopia. O rastreamento do câncer de próstata é controverso e não é uma política universal de rastreamento populacional no SUS.
A saúde pública brasileira estabelece políticas de rastreamento para diversas neoplasias, visando a detecção precoce e a melhoria do prognóstico. Para a população masculina a partir da quinta década de vida, o rastreamento do câncer colorretal é uma das políticas mais bem estabelecidas e recomendadas. Isso se deve à sua alta incidência e à eficácia comprovada da detecção precoce de pólipos e lesões pré-cancerígenas. O rastreamento do câncer colorretal geralmente envolve a pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF) anualmente ou bienalmente para indivíduos com 50 anos ou mais, sem sintomas ou histórico familiar de risco. A colonoscopia é o exame padrão-ouro para confirmação e remoção de lesões, sendo indicada em caso de PSOF positiva ou como método primário em intervalos maiores para grupos de risco. Em contraste, o rastreamento do câncer de próstata, embora amplamente discutido e oferecido, não possui uma política de rastreamento populacional universal no Sistema Único de Saúde (SUS) devido à controvérsia sobre o balanço entre os benefícios da detecção precoce e os riscos de sobrediagnóstico e sobretratamento. Outras neoplasias como câncer gástrico, de pulmão e de testículo não possuem rastreamento populacional bem estabelecido para a população geral.
O câncer colorretal tem políticas de rastreamento bem estabelecidas, recomendando a pesquisa de sangue oculto nas fezes para homens e mulheres a partir dos 50 anos.
O rastreamento do câncer de próstata é controverso devido à alta incidência de sobrediagnóstico e sobretratamento, com potenciais efeitos adversos (incontinência, disfunção erétil) que podem superar os benefícios em termos de mortalidade.
Os principais métodos de rastreamento para câncer colorretal incluem a pesquisa de sangue oculto nas fezes (imunocromatográfico ou guáiaco) anualmente ou bienalmente, e a colonoscopia a cada 10 anos para indivíduos de risco médio.
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