Câncer Colorretal: Recomendações de Rastreamento da OMS

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021

Enunciado

O câncer colorretal é um dos tipos de câncer mais comuns e uma das principais causas de morte pela doença. No Brasil, em 2018, foi estimado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), 36.360 novos casos, sendo 17.380 homens e 18.980 mulheres e a mortalidade em 2017 foi 18.867 pessoas, sendo 9.207 homens e 9.660 mulheres. Além do diagnóstico precoce, a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que os países com condições de garantir a confirmação diagnóstica, referência e tratamento, realizem o rastreamento do câncer do cólon e reto. De acordo com OMS, qual a recomendação atual de rastreamento do câncer colorretal?

Alternativas

  1. A) Realização de colonoscopia a partir dos 55 anos de idade.
  2. B) Realização de tomografia de abdome superior e pelve a partir dos 50 anos de idade.
  3. C) Realização de pesquisa de sangue oculto fecal a partir dos 50 anos de idade, com realização de colonoscopia ou retossigmoidoscopia nos pacientes com teste positivo.
  4. D) Dosagem do antígeno carcinoembrionário (CEA) a partir dos 50 anos.

Pérola Clínica

Rastreamento CCR (risco médio): PSOF anual a partir dos 50 anos, com colonoscopia se positivo.

Resumo-Chave

O rastreamento do câncer colorretal em indivíduos de risco médio geralmente inicia aos 50 anos. A Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSOF) é um método de triagem custo-efetivo, sendo a colonoscopia indicada para casos com PSOF positivo ou como método primário em intervalos maiores.

Contexto Educacional

O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns e com alta mortalidade, mas que possui um grande potencial de prevenção e cura quando detectado precocemente. O rastreamento populacional é uma estratégia eficaz para reduzir a incidência e a mortalidade da doença. As diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de outras entidades médicas recomendam o rastreamento para indivíduos de risco médio a partir dos 50 anos de idade. A Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSOF), preferencialmente imunoquímica (FIT), é um método de triagem amplamente utilizado devido à sua praticidade e custo-efetividade. Pacientes com resultado positivo na PSOF devem ser encaminhados para colonoscopia, que permite a visualização direta da mucosa colônica, a remoção de pólipos pré-malignos e a biópsia de lesões suspeitas. A colonoscopia também pode ser utilizada como método de rastreamento primário em intervalos mais longos, oferecendo a vantagem de ser diagnóstica e terapêutica.

Perguntas Frequentes

Qual a idade recomendada para iniciar o rastreamento do câncer colorretal em indivíduos de risco médio?

O rastreamento do câncer colorretal em indivíduos de risco médio é geralmente recomendado a partir dos 50 anos de idade.

Por que a Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSOF) é um método de rastreamento importante?

A PSOF é um método não invasivo e custo-efetivo para detectar sangramento gastrointestinal oculto, que pode ser um sinal de pólipos ou câncer colorretal, servindo como triagem para indicar exames mais invasivos.

Quando a colonoscopia é indicada no rastreamento do câncer colorretal?

A colonoscopia é indicada como exame de seguimento após um resultado positivo na PSOF, ou pode ser utilizada como método de rastreamento primário em intervalos maiores (a cada 5-10 anos, dependendo do risco e diretrizes).

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