HSI - Hospital Santa Isabel (SE) — Prova 2017
De acordo com o Caderno de Atenção Primária do Ministério da Saúde do Brasil (2010) recomenda-se o rastreamento do câncer de:
MS (2010) recomenda rastreamento de câncer colorretal na Atenção Primária.
O rastreamento do câncer colorretal é uma estratégia de saúde pública recomendada pelo Ministério da Saúde, visando a detecção precoce de lesões pré-malignas (pólipos) ou câncer em estágio inicial, o que aumenta significativamente as chances de cura e reduz a mortalidade.
O rastreamento de câncer é uma medida de prevenção secundária que visa identificar a doença em indivíduos assintomáticos, mas com risco aumentado, permitindo intervenção precoce e melhor prognóstico. O Ministério da Saúde do Brasil, através de seus cadernos de atenção primária, estabelece diretrizes para o rastreamento de cânceres com comprovada eficácia na redução da mortalidade e que são relevantes para a saúde pública brasileira. Entre os cânceres com rastreamento recomendado na Atenção Primária, o câncer de cólon e reto (colorretal) se destaca. As recomendações geralmente incluem a pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF) e, em casos positivos ou de alto risco, a colonoscopia. O objetivo é identificar pólipos adenomatosos, que são lesões pré-malignas, e removê-los antes que progridam para câncer, ou detectar o câncer em estágios iniciais, quando o tratamento é mais eficaz. Para residentes, é fundamental conhecer as diretrizes de rastreamento do câncer colorretal, bem como as indicações e limitações de cada método. A atuação na atenção primária é estratégica para a educação da população sobre a importância do rastreamento e para a organização do fluxo de encaminhamento dos pacientes para exames complementares e tratamento. A detecção precoce é um pilar na luta contra a morbimortalidade por câncer.
Para a população de risco médio, o rastreamento geralmente é recomendado a partir dos 50 anos, estendendo-se até os 75 anos, conforme as diretrizes nacionais e internacionais.
Os métodos incluem a pesquisa de sangue oculto nas fezes (imunocromatográfico ou guaiaco), sigmoidoscopia flexível e colonoscopia. A escolha depende da disponibilidade e do perfil de risco do paciente.
O rastreamento é crucial porque permite a detecção e remoção de pólipos pré-malignos antes que se tornem câncer, ou a identificação do câncer em estágios iniciais, quando o tratamento é mais eficaz e as taxas de cura são mais altas.
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