Rastreamento em Mulheres 50+: Guia Essencial de Check-up

HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Mulher de 52 anos, em consulta ambulatorial de rotina, deseja fazer exames de “check-up”. Nega sintomas cardiorrespiratórios, neurológicos ou digestórios. É casada e tem duas filhas, nascidas de parto normal. Não tem doenças prévias nem usa medicamentos. Menarca aos 13 anos, menopausa aos 48 anos. A única cirurgia que já sofreu foi apendicectomia aos 16 anos. Fumou meio maço/dia dos 15 aos 35 anos. Pratica exercícios três vezes por semana, por uma hora, sem queixas. O exame físico é normal, PA: 118x76mmHg e IMC: 23kg/m². O único antecedente familiar significativo é demência de Alzheimer (pai). Assinale a alternativa que contém apenas exames de rastreamento indicados para esta paciente, baseados em evidências.

Alternativas

  1. A) Rastreamento para osteoporose e risco de fraturas com densitometria óssea e dosagem de vitamina D e rastreamento de coronariopatia com eletrocardiograma de esforço.
  2. B) Rastreamento para condições metabólicas com glicemia de jejum e dosagem do TSH e rastreamento de ateromatose carotídea com ultrassonografia com doppler.
  3. C) Rastreamento para neoplasia de colón com colonoscopia e de colo uterino citologia oncótica e rastreamento de doenças infecciosas com sorologias para HIV e hepatite C.
  4. D) Rastreamento para DPOC com espirometria e para neoplasia de pulmão com tomografia de tórax e rastreamento de aneurisma de aorta com ultrassonografia de abdome.

Pérola Clínica

Mulher 52 anos: rastreamento inclui colonoscopia (câncer colorretal), citologia oncótica (colo uterino) e sorologias (HIV, hepatite C).

Resumo-Chave

Para uma mulher de 52 anos sem comorbidades, os rastreamentos baseados em evidências incluem câncer colorretal (colonoscopia), câncer de colo uterino (citologia oncótica, mesmo pós-menopausa) e doenças infecciosas como HIV e hepatite C, conforme as diretrizes atuais.

Contexto Educacional

O "check-up" de rotina em adultos, especialmente em mulheres na faixa dos 50 anos, é uma oportunidade crucial para a prevenção secundária de doenças. As diretrizes de rastreamento são baseadas em evidências científicas para identificar condições em estágios iniciais, quando o tratamento é mais eficaz, ou para prevenir seu desenvolvimento. É fundamental que os profissionais de saúde conheçam e apliquem essas recomendações. Para uma mulher de 52 anos, o rastreamento para câncer colorretal é uma prioridade. A colonoscopia é o método de escolha para a população de risco médio, iniciando-se geralmente aos 45-50 anos e repetindo-se a cada 10 anos, se normal. O rastreamento para câncer de colo uterino, através da citologia oncótica (Papanicolau), também continua relevante, mesmo após a menopausa, até os 65 anos, desde que o histórico seja adequado. Além dos cânceres, o rastreamento de doenças infecciosas como HIV e hepatite C é recomendado para todos os adultos pelo menos uma vez na vida, independentemente de fatores de risco específicos, devido à prevalência e à importância do diagnóstico precoce para o tratamento e prevenção da transmissão. Outros rastreamentos, como para osteoporose, dislipidemia e diabetes, também são considerados, mas a questão foca nos exames da alternativa correta. A avaliação individualizada e a adesão às diretrizes são essenciais para uma medicina preventiva eficaz.

Perguntas Frequentes

Quando o rastreamento para câncer colorretal deve ser iniciado?

O rastreamento para câncer colorretal geralmente é recomendado a partir dos 45-50 anos de idade para a população de risco médio, com colonoscopia a cada 10 anos.

Até que idade o rastreamento para câncer de colo uterino é indicado?

O rastreamento com citologia oncótica (Papanicolau) é geralmente recomendado até os 65 anos, desde que a paciente tenha um histórico de exames negativos e não haja fatores de risco.

Por que o rastreamento para HIV e hepatite C é importante em um check-up de rotina?

O rastreamento para HIV e hepatite C é recomendado para todos os adultos pelo menos uma vez na vida, independentemente dos fatores de risco, devido à possibilidade de infecção assintomática e à disponibilidade de tratamentos eficazes.

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