Rastreamento de Câncer Colorretal e Próstata: Diretrizes Atuais

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2016

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 58 anos, vem ao ambulatório da Unidade Básica de Saúde do seu bairro, solicitando exame físico de rotina. Não apresenta nenhuma história clínica significativa e não faz uso regular de medicação. Refere pai falecido aos 82 anos por morte súbita. Mãe ainda viva e portadora de hipertensão arterial sistêmica. Possui uma irmã sem nenhuma condição clínica crônica conhecida. Nega etilismo, tabagismo e uso de drogas. Não praticava atividade física. Ao exame, sua pressão arterial é de 127/82 mmhg, pulso de 80 batimentos por minuto(bpm), frequência respiratória de 18 movimentos por minuto(mpm), altura de 1,70 m e peso de 86,5 kg. Ao exame físico cuidadoso, não revela nenhuma anormalidade. Que teste(s) de rastreamento de câncer deve(m) ser recomendado(s) ao paciente em questão? 

Alternativas

  1. A) Sangue oculto nas fezes, colonoscopia ou enema baritado com duplo contraste para rastreamento de câncer colorretal.
  2. B) Sangue oculto nas fezes, colonoscopia ou enema baritado com duplo contraste para rastreamento de câncer colorretal; não há evidências suficientes para recomendar o rastreamento universal ou não de câncer de próstata por meio do exame do antígeno prostático específico (PSA).
  3. C) Sangue oculto nas fezes, colonoscopia ou enema baritado com duplo contraste para rastreamento de câncer colorretal; há evidências suficientes para recomendar o rastreamento universal ou não de câncer de próstata por meio do exame do antígeno prostático específico (PSA).
  4. D) Sangue oculto nas fezes, sigmoidoscopia flexível (com ou sem sangue oculto), colonoscopia ou enema baritado com duplo contraste para rastreamento de câncer colorretal; não há evidências suficientes para recomendar o rastreamento universal ou não de câncer de próstata por meio do exame do antígeno prostático específico (PSA). 
  5. E) Sangue oculto nas fezes, antígeno prostático específico (PSA) e biópsia prostática. 

Pérola Clínica

Rastreio CCR (50-75 anos) = Colonoscopia ou Sangue Oculto; PSA = Decisão compartilhada/Evidência insuficiente.

Resumo-Chave

O rastreamento do câncer colorretal é mandatório para homens de 58 anos, enquanto o rastreio de próstata com PSA não possui evidência de benefício universal claro, exigindo discussão de riscos e benefícios.

Contexto Educacional

O rastreamento populacional visa detectar doenças em estágios pré-clínicos onde a intervenção altera o desfecho. No câncer colorretal, a eficácia da detecção de pólipos adenomatosos e carcinomas precoces é amplamente aceita. Já no câncer de próstata, o uso do PSA gera debates intensos na literatura médica, levando a recomendações de decisão compartilhada em vez de rastreio universal obrigatório. Este caso ilustra a aplicação prática das diretrizes de medicina preventiva em um paciente de 58 anos sem comorbidades.

Perguntas Frequentes

Quais as opções validadas para rastreio de câncer colorretal?

As opções incluem colonoscopia a cada 10 anos, pesquisa de sangue oculto nas fezes (FIT ou guáiaco) anualmente, sigmoidoscopia flexível a cada 5 anos ou colonografia por TC. A escolha depende da disponibilidade e preferência do paciente.

Por que o rastreio de próstata com PSA é controverso?

Devido ao balanço incerto entre benefícios (redução de mortalidade específica) e danos (falsos-positivos, biópsias desnecessárias, incontinência e impotência decorrentes do tratamento de tumores indolentes).

Qual a idade recomendada para iniciar o rastreio de CCR em pacientes de risco médio?

Tradicionalmente aos 50 anos, embora diretrizes recentes (como as da USPSTF) tenham reduzido a idade de início para 45 anos devido ao aumento da incidência em adultos jovens.

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