FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2016
De acordo com o Caderno de Atenção Primária do Ministério da Saúde do Brasil (2010) recomenda-se o rastreamento do câncer de:
Rastreamento câncer colorretal (MS 2010) → Pesquisa de sangue oculto nas fezes ou colonoscopia para detecção precoce.
O rastreamento do câncer colorretal é recomendado na Atenção Primária à Saúde para detecção precoce de lesões pré-malignas ou câncer em estágio inicial, aumentando as chances de cura e reduzindo a mortalidade da doença.
O câncer de cólon e reto, ou câncer colorretal, é uma das neoplasias mais comuns e com alta mortalidade, mas que possui um grande potencial de prevenção e cura quando detectado precocemente. A Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha um papel crucial no rastreamento e na prevenção desse tipo de câncer, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil. O Caderno de Atenção Primária de 2010 reforça a importância dessas ações para a saúde pública. As recomendações para o rastreamento do câncer colorretal na população geral assintomática geralmente incluem a pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF) anualmente ou a colonoscopia a cada 10 anos, a partir dos 50 anos de idade. A PSOF é um método não invasivo e de baixo custo, adequado para a triagem em larga escala na APS, enquanto a colonoscopia permite a visualização direta do cólon e a remoção de pólipos, que são lesões pré-malignas, sendo o padrão-ouro para diagnóstico e prevenção. É fundamental que os profissionais da APS estejam aptos a identificar os indivíduos elegíveis para o rastreamento, orientar sobre os métodos disponíveis e encaminhar para a investigação diagnóstica quando necessário. A detecção e remoção de pólipos adenomatosos antes que se transformem em câncer, ou a identificação do câncer em estágios iniciais, são estratégias eficazes para reduzir a incidência e a mortalidade por câncer colorretal, impactando positivamente a saúde pública e a qualidade de vida dos pacientes.
Geralmente, o rastreamento é recomendado para indivíduos a partir dos 50 anos de idade, sem histórico familiar ou fatores de risco adicionais, estendendo-se até os 75 anos, conforme as diretrizes nacionais e internacionais.
Os métodos mais comuns incluem a pesquisa de sangue oculto nas fezes (imunohistoquímica ou guáiaco) anualmente e, em alguns casos, a retossigmoidoscopia ou colonoscopia, que são exames mais invasivos mas mais sensíveis.
O rastreamento deve ser iniciado antes dos 50 anos em indivíduos com histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos adenomatosos, ou com doenças inflamatórias intestinais como retocolite ulcerativa ou doença de Crohn, devido ao risco aumentado.
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