SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2023
Solicita-se uma colonoscopia para screening de câncer colo retal em um homem de 50 anos, previamente hígido, sem histórico de tabagismo ou história familiar de neoplasia. O laudo do exame mostra a presença de 2 pólipos (5 e 7 mm), localizados em sigmoide, com o estudo anatomopatológico mostrando pólipo hiperplásico. Diante do resultado apresentado, qual é a conduta a ser adotada?
Pólipos hiperplásicos pequenos (<10mm) em sigmoide/reto → seguem rastreamento populacional (5-10 anos).
Pólipos hiperplásicos pequenos, especialmente aqueles localizados no retossigmoide, são considerados de baixo risco para malignidade. Em pacientes sem outros fatores de risco para câncer colorretal (como histórico familiar ou síndromes genéticas), a conduta é retornar ao rastreamento de rotina, que geralmente envolve uma nova colonoscopia em 5 a 10 anos, dependendo das diretrizes e do julgamento clínico.
O rastreamento do câncer colorretal é uma estratégia fundamental de saúde pública, e a colonoscopia desempenha um papel central nesse processo. A identificação e caracterização dos pólipos encontrados durante o exame são cruciais para determinar a conduta subsequente e o intervalo de vigilância. É imperativo que residentes e estudantes de medicina compreendam as diferentes classificações de pólipos e suas implicações prognósticas para um manejo adequado dos pacientes. Pólipos colorretais são classificados histologicamente em diversos tipos, sendo os mais comuns os adenomas (tubulares, vilosos, tubulovilosos) e os pólipos hiperplásicos. Enquanto os adenomas são lesões pré-malignas com potencial de progressão para adenocarcinoma, os pólipos hiperplásicos, especialmente os pequenos e localizados no cólon distal (reto e sigmoide), são considerados benignos e não conferem um risco aumentado de câncer colorretal. A distinção histológica é, portanto, essencial para guiar a conduta. No caso de um paciente com pólipos hiperplásicos pequenos (<10mm) no sigmoide, sem histórico familiar de câncer colorretal ou outras características de alto risco, a conduta recomendada é o retorno ao rastreamento de rotina, com uma nova colonoscopia em 5 a 10 anos. Essa abordagem evita exames desnecessários e otimiza os recursos, ao mesmo tempo em que mantém a segurança do paciente. A compreensão dessas diretrizes é vital para a prática clínica e para o sucesso em exames de residência.
A colonoscopia é o método de rastreamento mais eficaz para o câncer colorretal, pois permite a visualização direta de todo o cólon e reto, a detecção e remoção de pólipos pré-malignos (adenomas) e a biópsia de lesões suspeitas. Isso possibilita a prevenção primária do câncer ao remover lesões antes que se tornem malignas.
Pólipos hiperplásicos são lesões benignas, geralmente pequenas e localizadas no cólon distal, com baixo ou nenhum potencial de malignidade. Adenomas, por outro lado, são lesões pré-malignas com potencial de progressão para câncer colorretal e requerem vigilância mais rigorosa, dependendo de seu tamanho, número e características histológicas.
Para pacientes com pólipos hiperplásicos pequenos (<10mm) no retossigmoide e sem outros fatores de risco para câncer colorretal, a recomendação é seguir o rastreamento de risco populacional, com uma nova colonoscopia em 5 a 10 anos. Intervalos mais curtos são indicados apenas se houver outros tipos de pólipos ou fatores de risco adicionais.
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