MedEvo Simulado — Prova 2026
Sr. Alberto, um homem de 55 anos, hígido e sem queixas urinárias ou intestinais, comparece à Unidade Básica de Saúde para uma consulta de rotina. Ele relata que não possui histórico familiar de câncer de próstata ou de cólon e nunca realizou exames de rastreamento. Durante a consulta, ele questiona quais exames são necessários para "prevenir o câncer". Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 124 x 78 mmHg, frequência cardíaca de 72 bpm e índice de massa corporal (IMC) de 25 kg/m². Com base nas recomendações atuais do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o rastreamento de neoplasias em homens assintomáticos, a conduta mais adequada é:
MS/INCA: Rastreio Colorretal (50-75a) SIM; Rastreio Próstata Populacional NÃO.
O Ministério da Saúde recomenda o rastreamento organizado para câncer colorretal em adultos de 50 a 75 anos, mas desencoraja o rastreamento populacional sistemático para câncer de próstata.
As políticas de rastreamento no Brasil, coordenadas pelo INCA, focam em intervenções com evidência de redução de mortalidade e custo-efetividade. Para o câncer colorretal, o rastreamento entre 50 e 75 anos é fundamental para detecção de lesões precursoras. Já para o câncer de próstata, a posição oficial é de não recomendação de rastreio em massa, priorizando a investigação de sintomas e a decisão compartilhada. É vital que o médico residente saiba diferenciar as recomendações de sociedades de especialidade das diretrizes de saúde pública do país.
O INCA não recomenda o rastreamento populacional organizado para o câncer de próstata devido à falta de evidências de redução de mortalidade e ao alto risco de sobrediagnóstico e sobretratamento (overdiagnosis/overtreatment).
Segundo o Ministério da Saúde, deve ser realizado em homens e mulheres de 50 a 75 anos, utilizando a pesquisa de sangue oculto nas fezes (anual ou bienal) ou a colonoscopia, dependendo da disponibilidade local.
É o processo onde o médico informa o paciente sobre os riscos (biópsias desnecessárias, incontinência, impotência) e benefícios do rastreio, permitindo que o paciente decida se deseja realizar os exames, em vez de solicitá-los rotineiramente.
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