UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2019
Homem de 52 anos vem a consulta médica para realizar check up. Nega quaisquer queixas, consome álcool moderadamente e faz atividade física regularmente cinco vezes por semana. O exame físico encontra-se completamente normal e a pressão arterial aferida foi de 130 x 70 mmHg. O exame é recomendado neste caso e com evidência para redução de mortalidade é o (a):
Homem > 50 anos assintomático → rastreamento de câncer colorretal com pesquisa de sangue oculto nas fezes.
Para homens e mulheres a partir dos 50 anos, a pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF) é um método de rastreamento de câncer colorretal com evidência de redução de mortalidade. É um exame não invasivo e de baixo custo, sendo uma recomendação importante em check-ups de rotina para pacientes assintomáticos sem fatores de risco adicionais para doenças gastrointestinais.
O rastreamento de câncer colorretal (CCR) é uma estratégia de saúde pública fundamental para a detecção precoce de lesões pré-malignas (pólipos adenomatosos) e câncer em estágios iniciais, o que aumenta significativamente as chances de cura e reduz a mortalidade. O CCR é o terceiro câncer mais comum e a segunda principal causa de morte por câncer globalmente. A maioria dos casos ocorre em indivíduos com mais de 50 anos, e a progressão de pólipos para câncer é um processo lento, o que oferece uma janela de oportunidade para intervenção. Para indivíduos de risco médio (sem histórico familiar significativo ou doenças inflamatórias intestinais), as diretrizes recomendam o início do rastreamento a partir dos 50 anos. A pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF), seja imunoquímica (FIT) ou por guáiaco (gFOBT), é uma opção de rastreamento de baixo custo, não invasiva e com boa evidência de redução de mortalidade. Um resultado positivo na PSOF indica a necessidade de uma colonoscopia para investigação. Outras opções incluem a colonoscopia direta, que permite a remoção de pólipos durante o exame, e a colonografia por TC. Para residentes, é crucial entender as recomendações de rastreamento e saber orientar os pacientes sobre a importância desses exames. A adesão ao rastreamento é um desafio, e o médico tem um papel vital na educação e motivação dos pacientes. A escolha do método de rastreamento deve considerar a eficácia, a segurança, o custo, a aceitação do paciente e a disponibilidade dos recursos, sempre visando a detecção precoce e a prevenção de desfechos adversos.
Para indivíduos com risco médio de câncer colorretal, o rastreamento é geralmente recomendado a partir dos 50 anos de idade, podendo ser ajustado para 45 anos em algumas diretrizes mais recentes, e deve continuar até os 75 anos.
A pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF) é eficaz porque detecta pequenas quantidades de sangue que podem não ser visíveis a olho nu, indicando a presença de pólipos ou tumores no trato gastrointestinal. Sua positividade indica a necessidade de investigação adicional, como a colonoscopia.
Além da PSOF, outras opções de rastreamento incluem a colonoscopia (considerada padrão-ouro), a sigmoidoscopia flexível, a colonografia por TC (colonoscopia virtual) e testes de DNA em fezes. A escolha depende de fatores como risco individual, preferência do paciente e disponibilidade.
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