Roberto, 55 anos, motorista de caminhão, comparece à Unidade Básica de Saúde para uma consulta de rotina, motivado por uma campanha de saúde que ouviu no rádio. Ele é tabagista (carga tabágica de 20 maços-ano), possui Índice de Massa Corporal (IMC) de 31 kg/m² e é sedentário. Nega quaisquer queixas urinárias, como hesitação ou polaciúria, e afirma que seu hábito intestinal é regular, sem sangramentos ou dor abdominal. Relata que seu pai faleceu aos 82 anos por causas cardiovasculares e que não há casos de câncer em parentes de primeiro grau. Durante a consulta, Roberto demonstra preocupação e solicita ao médico "todos os exames disponíveis" para prevenir o câncer de intestino e o de próstata. Com base nas diretrizes brasileiras vigentes do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a conduta mais adequada é:
Alternativas
A) Orientar que o rastreamento de câncer colorretal deve ser iniciado apenas aos 60 anos em pacientes sem histórico familiar e realizar o toque retal anualmente como método de rastreio prostático.
B) Solicitar colonoscopia inicial, a ser repetida a cada 10 anos, e PSA anual, justificando que a obesidade e o tabagismo elevam o paciente ao grupo de alto risco para ambas as neoplasias.
C) Recomendar o rastreamento do câncer colorretal com pesquisa de sangue oculto nas fezes anual e contraindicar formalmente o rastreamento de câncer de próstata por falta de evidência de redução de mortalidade.
D) Indicar o rastreamento do câncer colorretal com pesquisa de sangue oculto nas fezes bienal e realizar a decisão compartilhada para o câncer de próstata, informando sobre os riscos de sobrediagnóstico.
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