FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Em relação a um paciente de 23 anos, cujo pai teve câncer colorretal aos 45 anos, assinale a alternativa que apresenta a melhor opção de rastreio de câncer colorretal:
Familiar 1º grau < 60 anos → Iniciar aos 40 anos ou 10 anos antes do caso índice (o que for menor).
Em pacientes com parentes de primeiro grau diagnosticados com câncer colorretal antes dos 60 anos, o rastreio deve ser antecipado e realizado com intervalos mais curtos (cada 5 anos).
O rastreamento do câncer colorretal (CCR) é uma das intervenções preventivas mais eficazes na medicina. A estratificação de risco baseada no histórico familiar é crucial para definir a idade de início e a frequência dos exames. Pacientes com parentes de primeiro grau (pais, irmãos ou filhos) com CCR apresentam um risco significativamente maior, especialmente se o diagnóstico ocorreu em idade jovem. As diretrizes atuais da American Cancer Society e da Sociedade Brasileira de Coloproctologia enfatizam que o rastreio deve ser personalizado. No caso apresentado, o pai teve CCR aos 45 anos. Aplicando a regra de subtrair 10 anos da idade do diagnóstico (45 - 10 = 35), o paciente deve iniciar aos 35 anos. Como 35 é menor que 40, essa é a idade de escolha, com repetição a cada 5 anos.
Para indivíduos com um parente de primeiro grau diagnosticado com câncer colorretal (CCR) ou adenoma avançado antes dos 60 anos, ou dois parentes de primeiro grau em qualquer idade, a recomendação é iniciar a colonoscopia aos 40 anos ou 10 anos antes da idade do diagnóstico mais jovem na família, o que ocorrer primeiro. A periodicidade deve ser a cada 5 anos. Se o parente foi diagnosticado após os 60 anos, o rastreio pode seguir a população geral (início aos 45 anos), mas alguns protocolos ainda sugerem iniciar aos 40 anos com intervalo de 10 anos.
O intervalo é reduzido para 5 anos devido ao risco aumentado de desenvolvimento acelerado de lesões precursoras (pólipos adenomatosos) em indivíduos com predisposição genética ou familiar. A vigilância mais estreita permite a detecção precoce e a remoção de pólipos antes da transformação maligna, reduzindo significativamente a incidência e a mortalidade por câncer colorretal nessa população de maior risco.
A colonoscopia é o padrão-ouro e o exame preferencial para pacientes com histórico familiar de risco aumentado, pois permite tanto o diagnóstico quanto a intervenção terapêutica (polipectomia). Diferente da população de risco habitual, onde testes de DNA fecal ou pesquisa de sangue oculto podem ser opções iniciais, em pacientes com parentes de primeiro grau afetados precocemente, a avaliação direta do cólon é mandatória.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo