UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023
Um homem de 52 anos vem para consulta para um checkup anual. Sem queixas e sem histórico familiar relevante. A doença que deve ser alvo de exames de rastreio seria
Homem de 52 anos sem queixas → rastreio de câncer colorretal é prioritário.
O rastreamento do câncer colorretal é recomendado para indivíduos de risco médio a partir dos 45-50 anos, mesmo na ausência de sintomas ou histórico familiar. A idade de 52 anos se encaixa perfeitamente nas diretrizes para iniciar a pesquisa ativa dessa neoplasia, que tem alta incidência e boa chance de cura se detectada precocemente.
O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns e uma das principais causas de morte por câncer globalmente. Sua importância clínica reside na alta incidência e na possibilidade de prevenção e cura quando detectado precocemente. O rastreamento é uma estratégia fundamental de saúde pública, visando identificar lesões pré-malignas (pólipos) ou câncer em estágio inicial em indivíduos assintomáticos, antes que a doença se torne avançada. As diretrizes atuais recomendam o início do rastreamento para indivíduos de risco médio a partir dos 45 ou 50 anos, dependendo da sociedade médica. Os métodos de rastreamento incluem a colonoscopia, que permite a visualização direta e remoção de pólipos, e testes não invasivos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes. A escolha do método e a periodicidade devem ser discutidas com o paciente, considerando os riscos e benefícios de cada abordagem. Para residentes, é essencial compreender as indicações e os métodos de rastreamento do CCR, bem como os fatores de risco que podem justificar um início mais precoce ou uma vigilância mais intensiva (história familiar, doenças inflamatórias intestinais, síndromes genéticas). A educação do paciente sobre a importância do rastreamento é um pilar da medicina preventiva e um conhecimento chave para a prática clínica e para as provas de residência.
Para indivíduos de risco médio, a maioria das diretrizes recomenda iniciar o rastreamento de câncer colorretal a partir dos 45 ou 50 anos de idade, dependendo da sociedade médica. O rastreamento deve continuar até os 75 anos, com individualização após essa idade.
Os principais métodos de rastreamento incluem a colonoscopia (considerada padrão-ouro), a pesquisa de sangue oculto nas fezes (imunohistoquímica ou guaiaco) e a sigmoidoscopia flexível. A escolha do método e a frequência dependem das diretrizes locais e da preferência do paciente após discussão com o médico.
O rastreamento é crucial porque permite a detecção precoce de pólipos adenomatosos (lesões pré-malignas) que podem ser removidos antes de se tornarem câncer, ou a identificação do câncer em estágios iniciais, quando as chances de cura são significativamente maiores. Isso reduz a mortalidade e a morbidade associadas à doença.
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