UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Mulher, 48 anos de idade, submeteu-se à histerectomia total abdominal por mioma uterino há 4 meses. Refere ter realizado conização por NIC 3 com margens livres há 8 anos. Segundo as Diretrizes Brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero a conduta é:
Histerectomia por doença benigna com história de NIC 3 tratada com margens livres → manter rastreio citológico trienal.
Mesmo após histerectomia total por doença benigna, a história prévia de NIC 3 tratada com margens livres exige a manutenção do rastreamento citopatológico da cúpula vaginal. A descontinuação só ocorreria se a histerectomia fosse total e por doença benigna, sem história de lesão de alto grau.
O rastreamento do câncer de colo de útero é fundamental para a detecção precoce de lesões pré-cancerígenas e cancerígenas. As diretrizes brasileiras são claras quanto à periodicidade e às condições para descontinuação do rastreamento, sendo um tema de grande relevância na ginecologia e saúde pública. A compreensão dessas diretrizes é crucial para a prática clínica e para exames de residência médica. Em casos de histerectomia, a indicação de manter ou descontinuar o rastreamento depende da causa da cirurgia e do histórico de lesões cervicais. Se a histerectomia foi realizada por doença benigna e não há histórico de lesões de alto grau (NIC 2/3) ou câncer, o rastreamento pode ser descontinuado. No entanto, a presença de histórico de NIC 3, mesmo que tratada com margens livres, impõe a necessidade de manter o rastreamento citopatológico da cúpula vaginal, geralmente com periodicidade trienal, devido ao risco persistente de lesões. É importante diferenciar a histerectomia total da subtotal, e a causa da cirurgia (benigna vs. maligna). A citologia da cúpula vaginal visa detectar lesões na porção remanescente da vagina. A adesão às diretrizes garante a segurança da paciente e a eficácia do programa de rastreamento, evitando tanto o sub-rastreamento em pacientes de risco quanto o excesso de exames em pacientes de baixo risco.
O rastreamento pode ser descontinuado em mulheres com histerectomia total por doença benigna, sem histórico de lesões de alto grau (NIC 2/3) ou câncer de colo de útero, e com exames anteriores negativos.
A história de NIC 3 tratada, mesmo com margens livres, indica um risco aumentado de recorrência ou desenvolvimento de lesões na cúpula vaginal, justificando a manutenção do rastreamento citopatológico trienal.
A pesquisa de HPV pode ser considerada em alguns cenários de rastreamento primário ou em seguimento de lesões, mas a citologia da cúpula vaginal é o método padrão para rastreamento em pacientes com histórico de NIC 3 pós-histerectomia.
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