SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2023
O controle do câncer do colo do útero é uma prioridade da agenda de saúde do Brasil e integra o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos não Transmissíveis 2021-2030. Para isso são necessárias ações articuladas em todos os níveis de atenção, envolvendo promoção da saúde, prevenção primária, detecção precoce, tratamento até os cuidados paliativos. Sobre este tema, assinale a alternativa INCORRETA:
Rastreamento câncer colo uterino: citopatológico trienal (após 2 anuais normais) para 25-64 anos.
A periodicidade do rastreamento do câncer de colo do útero pelo exame citopatológico (Papanicolau) no Brasil é anual nos dois primeiros exames e, após dois resultados consecutivos negativos, passa a ser trienal, mantendo-se até os 64 anos. A alternativa C está incorreta ao afirmar que o rastreamento é anualmente.
O câncer de colo do útero representa uma importante questão de saúde pública no Brasil, sendo o terceiro tipo de câncer mais comum entre mulheres. Sua etiologia está fortemente ligada à infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). O controle da doença envolve uma abordagem multifacetada que abrange desde a promoção da saúde e prevenção primária até o tratamento das lesões e cuidados paliativos. A prevenção primária é focada na diminuição do risco de contágio pelo HPV, sendo a vacinação a estratégia mais eficaz. O rastreamento, por sua vez, visa a detecção precoce de lesões precursoras ou do câncer em estágios iniciais, aumentando as chances de cura. As diretrizes brasileiras recomendam o exame citopatológico (Papanicolau) para mulheres de 25 a 64 anos que já iniciaram atividade sexual, com periodicidade anual nos dois primeiros exames e, se negativos, trienal. O tratamento adequado das lesões precursoras, como as lesões intraepiteliais escamosas de alto grau, é fundamental para interromper a progressão para o câncer invasivo. Em casos avançados, os cuidados paliativos são essenciais para oferecer suporte e qualidade de vida aos pacientes e suas famílias, abordando necessidades clínicas e psicossociais de forma interdisciplinar.
O exame citopatológico deve ser realizado anualmente nos dois primeiros anos. Se ambos os resultados forem negativos, a periodicidade passa a ser trienal para mulheres de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual.
A principal forma de prevenção primária é a vacinação contra o HPV, que protege contra os tipos de vírus mais oncogênicos. Além disso, o acesso à informação e a melhoria das condições socioeconômicas contribuem para a promoção da saúde.
Lesões precursoras são alterações celulares no colo do útero (como NIC 2, NIC 3 e adenocarcinoma in situ) que, se não tratadas, podem evoluir para câncer invasivo. Seu tratamento é crucial para reduzir a incidência e mortalidade da doença.
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