Rastreamento Câncer Colo Útero: Diretrizes e Periodicidade

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2022

Enunciado

“A Atenção Primária à Saúde (APS) apresenta-se como o eixo estruturante do SUS e constitui-se como o primeiro nível de atenção na RAS, sendo enfatizada, cada vez mais, sua função de congregar um conjunto de ações de promoção e proteção à saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde nas dimensões coletiva e individual, por meio de ações gerenciais e sanitárias participativas e democráticas, trabalho em equipe, responsabilização sanitária e base territorial.Dessa forma, suas três funções essenciais são: (i) resolver a grande maioria dos problemas de saúde da população; (ii) organizar os fluxos e contrafluxos dos usuários pelos diversos pontos de atenção à saúde, no sistema de serviços de saúde, e (iii) responsabilizar-se pela saúde dos usuários em qualquer ponto de atenção à saúde em que estejam.É, assim, papel da atenção primária desenvolver ações para prevenção do câncer do colo do útero por meio de ações de educação em saúde, vacinação de grupos indicados e detecção precoce do câncer e de suas lesões precursoras por meio de seu rastreamento.O rastreamento é uma tecnologia da atenção primária, e os profissionais atuantes nesse nível de atenção devem conhecer o método, a periodicidade e a população-alvo recomendados, sabendo ainda orientar e encaminhar para tratamento as mulheres de acordo com os resultados dos exames e garantir seu seguimento” Fonte : Diretrizes brasileiras para o rastreamento do cancer do colo do utero / Instituto Nacional de Cancer Jose Alencar Gomes da Silva. Coordenacao de Prevencao e Vigilancia. Divisao de Deteccao Precoce e Apoio a Organizacao de Rede. – 2. ed. rev. atual. – Rio de Janeiro: INCA, 2016.Analise as assertivas abaixo sobre o rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil: I. Os dois primeiros exames devem ser realizados com intervalo anual e, se ambos os resultados forem negativos, os próximos devem ser realizados a cada 3 anos. II. O início da coleta deve ser aos 25 anos de idade para as mulheres que já tiveram ou têm atividade sexual.III. O rastreamento em gestantes deve ser evitado pelo risco de sangramento e trabalho de parto prematuro.IV. Após os 65 anos, o rastreamento pode ser suspenso, inclusive nas pacientes com doença neoplásica pré-invasiva prévia, desde que o último citopatológico seja negativo. Sobre o rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil é correto o que se afirm a em:

Alternativas

  1. A) I e III apenas.
  2. B) II e IV apenas.
  3. C) III e IV apenas.
  4. D) I, II e IV apenas.
  5. E) I e II apenas.

Pérola Clínica

Papanicolau: Início aos 25 anos (com vida sexual), anual por 2 anos, depois trienal se negativo.

Resumo-Chave

As diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero recomendam o início da coleta do citopatológico aos 25 anos para mulheres com vida sexual. Os dois primeiros exames devem ser anuais e, se negativos, os próximos passam a ser trienais. O rastreamento em gestantes é seguro e deve ser realizado se indicado.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer do colo do útero é uma estratégia fundamental da Atenção Primária à Saúde no Brasil, visando a detecção precoce de lesões precursoras e do câncer invasivo. As diretrizes do Instituto Nacional de Câncer (INCA) estabelecem a população-alvo, a periodicidade e a conduta frente aos resultados, sendo um conhecimento essencial para todos os profissionais de saúde. De acordo com as diretrizes, o início da coleta do exame citopatológico (Papanicolau) é recomendado a partir dos 25 anos de idade para mulheres que já iniciaram a atividade sexual. A periodicidade inicial é anual para os dois primeiros exames. Se ambos os resultados forem negativos, a periodicidade passa a ser trienal, mantendo-se até os 64 anos de idade. É importante ressaltar que o rastreamento em gestantes não deve ser evitado; a coleta pode ser realizada em qualquer trimestre da gestação, sem risco significativo de sangramento ou trabalho de parto prematuro. A suspensão do rastreamento após os 65 anos é possível se a mulher tiver pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos e não tiver histórico de lesões de alto grau. No entanto, pacientes com doença neoplásica pré-invasiva prévia devem continuar o seguimento conforme orientação médica, mesmo após os 65 anos, o que torna a assertiva IV incorreta.

Perguntas Frequentes

Qual a idade recomendada para iniciar o rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil?

O rastreamento do câncer do colo do útero deve ser iniciado aos 25 anos de idade para mulheres que já tiveram ou têm atividade sexual, conforme as diretrizes do INCA.

Qual a periodicidade do exame citopatológico (Papanicolau)?

Os dois primeiros exames devem ser realizados com intervalo anual. Se ambos os resultados forem negativos, os próximos exames devem ser realizados a cada três anos.

O rastreamento do câncer do colo do útero deve ser realizado em gestantes?

Sim, o rastreamento em gestantes é seguro e deve ser realizado se a mulher estiver na faixa etária recomendada para o exame, sem risco de sangramento ou trabalho de parto prematuro. A coleta pode ser feita em qualquer trimestre.

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