PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015
Baseado nas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (Ministério da Saúde/INCA 2011), assinale a alternativa CORRETA.
Pós-menopausa com LSIL → tratar colpite atrófica antes de repetir citologia para avaliação precisa.
Em mulheres na pós-menopausa com LSIL (lesão intraepitelial de baixo grau), a atrofia vaginal pode mimetizar alterações citológicas. Por isso, é crucial tratar a colpite atrófica antes de repetir a citologia, garantindo uma avaliação mais precisa e evitando condutas desnecessárias.
O rastreamento do câncer de colo de útero é fundamental para a detecção precoce de lesões pré-malignas e malignas. As diretrizes brasileiras, como as do INCA 2011, orientam a conduta baseada nos resultados citopatológicos, considerando fatores como idade e status hormonal da paciente. A interpretação correta e a conduta adequada são cruciais para a eficácia do programa de rastreamento. Em mulheres na pós-menopausa, a atrofia vaginal é uma condição comum que pode impactar a citologia cervical. A deficiência estrogênica leva a alterações celulares que podem ser confundidas com lesões intraepiteliais de baixo grau (LSIL). Por isso, é uma recomendação específica tratar a colpite atrófica antes de qualquer reavaliação citológica, permitindo uma melhor visualização e interpretação das células cervicais. A abordagem diferenciada para a pós-menopausa visa evitar procedimentos invasivos desnecessários, como a colposcopia e biópsias, que podem gerar ansiedade e desconforto. O tratamento da atrofia, geralmente com estrogênio tópico, melhora a qualidade da amostra citológica e permite uma reavaliação mais fidedigna, otimizando o manejo clínico e a alocação de recursos.
A conduta inicial para LSIL em mulheres na pós-menopausa é tratar a colpite atrófica, se presente, e repetir a citologia após 3 a 6 meses para reavaliação.
A colpite atrófica pode causar alterações celulares que mimetizam lesões de baixo grau, dificultando a interpretação citológica e podendo levar a falsos positivos ou condutas desnecessárias.
A colposcopia é indicada se a citologia persistir com LSIL ou evoluir para lesão de alto grau após o tratamento da atrofia e repetição do exame citopatológico.
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