Rastreamento Câncer Colo Útero: Idade e Conduta LSIL/HPV

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022

Enunciado

Ao orientar uma paciente sobre a importância do preventivo de câncer de colo de útero, um profissional de enfermagem enfatizou que, conforme orientações do Ministério da Saúde, esse exame deve ser realizado por todas as mulheres com vida sexual ativa que se encontrem em determinado intervalo de idade. Essa mesma paciente apresentou seu exame, cujo resultado acusou infecção pelo HPV ou lesão de baixo grau.Considerando o caso, assinale a opção que indica, respectivamente, o intervalo de idade recomendado pelo Manual do Ministério da Saúde para coleta do exame preventivo e a orientação que deve ser dada para a paciente em questão.

Alternativas

  1. A) 15 a 35 anos; realizar colposcopia.
  2. B) 25 a 64 anos; repetir o exame após um ano.
  3. C) 25 a 64 anos; repetir o exame após três anos.
  4. D) 15 a 35 anos; iniciar o tratamento imediatamente.

Pérola Clínica

Rastreamento Papanicolau MS: 25-64 anos. Lesão baixo grau (LSIL/NIC 1) ou HPV → repetir citologia em 1 ano.

Resumo-Chave

O rastreamento do câncer de colo de útero pelo Papanicolau é recomendado pelo Ministério da Saúde para mulheres de 25 a 64 anos. Em caso de lesão de baixo grau (LSIL/NIC 1) ou infecção por HPV, a conduta é repetir a citologia em 1 ano, pois muitas dessas lesões regridem espontaneamente.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo de útero é uma estratégia de saúde pública fundamental para a detecção precoce de lesões precursoras e do câncer invasor. No Brasil, as diretrizes do Ministério da Saúde orientam que o exame preventivo (Papanicolau) seja realizado em mulheres com vida sexual ativa, na faixa etária de 25 a 64 anos. Essa faixa etária é considerada a de maior risco para o desenvolvimento de lesões de alto grau e câncer. Quando o resultado do Papanicolau acusa infecção por HPV ou lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL ou NIC 1), a conduta preconizada é a repetição do exame citopatológico em 1 ano. Essa abordagem se justifica porque a maioria das lesões de baixo grau, especialmente em mulheres jovens, tende a regredir espontaneamente. A colposcopia e biópsia são reservadas para casos de persistência da lesão ou progressão para lesões de alto grau. É crucial que profissionais de saúde estejam atualizados com essas diretrizes para oferecer a melhor orientação e manejo às pacientes, evitando intervenções desnecessárias e garantindo um acompanhamento adequado. O conhecimento desses protocolos é frequentemente cobrado em provas de residência médica, reforçando a importância da sua compreensão.

Perguntas Frequentes

Qual a faixa etária recomendada para o rastreamento do câncer de colo de útero no Brasil?

O Ministério da Saúde recomenda o rastreamento do câncer de colo de útero, por meio do exame Papanicolau, para mulheres de 25 a 64 anos que já iniciaram atividade sexual.

Qual a conduta para um resultado de Papanicolau com lesão de baixo grau (LSIL) ou infecção por HPV?

Para lesões de baixo grau (LSIL/NIC 1) ou infecção por HPV, a orientação é repetir a citologia em 1 ano. Muitas dessas lesões regridem espontaneamente, e a repetição permite monitorar a persistência ou progressão.

Com que frequência o exame preventivo deve ser realizado?

Após dois exames anuais consecutivos negativos, o rastreamento pode ser feito a cada três anos. Em caso de resultados anormais, a frequência de acompanhamento é definida pelo protocolo específico.

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