UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
O câncer do colo de útero ainda encontra-se com elevada incidência no Brasil. Segundo as Diretrizes do Ministério da Saúde, é correto afirmar:
Rastreamento câncer colo útero (Papanicolau) → APENAS mulheres com história de atividade sexual.
O câncer de colo de útero está intrinsecamente ligado à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), que é transmitido sexualmente. Portanto, mulheres que nunca tiveram atividade sexual não têm risco significativo de desenvolver a doença e não necessitam de rastreamento.
O câncer de colo de útero é uma neoplasia maligna de alta incidência e mortalidade no Brasil, mas que possui um grande potencial de prevenção e cura quando diagnosticado precocemente. O rastreamento populacional, baseado na colpocitologia oncótica (exame de Papanicolau), é a principal estratégia para detectar lesões precursoras e o câncer em estágios iniciais, permitindo intervenções eficazes. As diretrizes do Ministério da Saúde orientam a realização desse rastreamento de forma estratégica. A principal causa do câncer de colo de útero é a infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV), que é transmitido sexualmente. Consequentemente, a ausência de história de atividade sexual implica em um risco insignificante de infecção por HPV e, portanto, de desenvolvimento de câncer de colo. Assim, as diretrizes brasileiras são claras ao afirmar que não há indicação para rastreamento em mulheres que nunca tiveram relações sexuais. O rastreamento é recomendado para mulheres entre 25 e 64 anos que já iniciaram a vida sexual. A frequência ideal é anual nos dois primeiros anos e, se ambos os resultados forem negativos, a cada três anos. Durante a gestação, o Papanicolau pode e deve ser realizado se houver indicação, e mulheres histerectomizadas por causas benignas, sem colo uterino residual, geralmente são dispensadas do rastreamento.
O rastreamento deve ser iniciado em mulheres a partir dos 25 anos de idade que já tiveram atividade sexual, e deve ser mantido até os 64 anos.
Após dois exames anuais consecutivos negativos, o rastreamento pode ser realizado a cada três anos.
Mulheres histerectomizadas por lesões benignas e que não possuem colo uterino residual não necessitam de rastreamento. Se a histerectomia foi por lesão precursora ou câncer de colo, ou se há colo residual, a conduta deve ser individualizada.
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